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  <title>quinto BLOGAUTI</title>
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  <copyright>Copyright (c) 2007, Marcelo Rota</copyright>
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    <title>1. ESCREVER É SUJÁ-LO</title>
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    <summary type="text/plain">Tenho uma grande dificuldade em escrever, e uma maior ainda em começar a escrever. A primeira frase arruina a beleza monótona da página em branco. Comprei um caderno vermelho, este. Para escrever, estas. E muitas outras sobre não sei o...</summary>
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      <![CDATA[<p>Tenho uma grande dificuldade em escrever, e uma maior ainda em <em>começar</em> a escrever. A primeira frase arruina a beleza monótona da página em branco. Comprei um caderno vermelho, este. Para escrever, estas. E muitas outras sobre não sei o quê. </p>

<p>Custou quatro reais e noventa e dois centavos e ele é tão bonito e respeitável com sua capa vermelha e folhas brancas pautadas suavemente em azul que escrever estas sobre elas me parece um desperdício de caderno. Escrever é sujá-lo. </p>]]>
      
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    <title>2. NADA FAZER É O NIRVANA</title>
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    <summary type="text/plain">Não deveria haver nenhuma dúvida de que, em todos os casos, não fazer nada é melhor do que a alternativa. O mundo ideal é feito da abstinência volitiva generalizada. Como se Deus não tivesse descansado apenas no sétimo dia, mas...</summary>
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      <![CDATA[<p>Não deveria haver nenhuma dúvida de que, <em>em todos os casos</em>, não fazer nada é melhor do que a alternativa. O mundo ideal é feito da abstinência volitiva generalizada. Como se Deus não tivesse descansado apenas no sétimo dia, mas também em todos os outros. O mundo real é feito do remorso divino de não ter feito nenhum da infinidade de outros mundos que poderia ter feito. </p>

<p>Vejam que quando escrevo causo grandes perdas. Provoco uma comoção para cada palavra que fica atrás da ponta esferográfica. Na sentença anterior foram doze gatinhos que morreram no céu das possibilidades. Escrevo cadáveres de gatinhos. </p>

<p>Notem que escrever resulta sempre em perdas. Causo uma pequena tragédia a cada palavra que se forma antes da barra de inserção. Na oração que antecedeu esta há quinze cadáveres de gatinhos, mortos ao despencarem do paraíso dos <em>possibilia</em>. Escrevo "cadáveres de gatinhos". </p>

<p>Mas quando eu não faço</p>

<p><br><br />
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<br></p>

<p>nada é uma grande paz, é o Nirvana. </p>]]>
      
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    <title>3. A BÍBLIA DIZ O QUE A GENTE PENSA</title>
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    <summary type="text/plain">O dicionário não diz o que as palavras realmente significam: diz o que as pessoas acham que elas significam. Para usar uma palavra qualquer você não precisa saber o que ela significa, só precisa saber o que as pessoas acham...</summary>
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      <![CDATA[<p>O dicionário não diz o que as palavras realmente significam: diz o que as pessoas acham que elas significam. Para usar uma palavra qualquer você não precisa saber o que ela significa, só precisa saber o que as pessoas acham que ela significa. Isto você descobre consultando o dicionário. A Bíblia é como o dicionário. </p>

<p>A Bíblia não nos diz a verdade, mas necessariamente nos diz o que achamos ser verdade. Se você quiser saber sua opinião sobre as questões mais importantes, leia a Bíblia. As opiniões superficiais das pessoas são muitos confusas, e variam de acordo com o seu suporte físico, quer dizer, varia de acordo com as pessoas. Mas não só, varia numa mesma pessoa de acordo com o seu estado de humor. Estas crenças voláteis não interessam. O que você real e estavelmente pensa está na Bíblia. Esta é a função de qualquer livro que se queira sagrado, fixar o que de outro modo seria móvel e errante como um judeu. Os judeus são os que mais sabem disso.</p>

<p>Portanto, não sei se Deus é uno mas sei que eu acho que Deus é uno. Porque está na Bíblia. Da mesma forma sei que não gosto de trabalhar porque, com a Queda, o homem foi condenado ao trabalho e a mulher ao trabalho de parto. Trabalho é algo ruim, portanto. Por isso ninguém gosta de trabalhar.</p>]]>
      
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    <title>4. A PREGUI E A IMPACIÊN</title>
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    <summary type="text/plain">O que me dá ocasião para um interregno onde citarei uma carta cujo destinatário desconheço mas bem poderia ser eu mesmo. Mas do remetente (que, aliás, também poderia ter sido eu) lembro, é Franz Kafka: Só existem dois pecados: a...</summary>
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      <![CDATA[<p>O que me dá ocasião para um interregno onde citarei uma carta cujo destinatário desconheço mas bem poderia ser eu mesmo. Mas do remetente (que, aliás, também poderia ter sido eu) lembro, é Franz Kafka:</p>

<blockquote>Só existem dois pecados: a impaciência e a preguiça. Por causa da impaciência fomos expulsos do paraíso e por causa da preguiça não conseguimos voltar para lá.</blockquote>

<p>Se o destinatário tivesse sido eu, teria destinado ao remetente, meu grande amigo, a seguinte resposta:</p>

<blockquote>Neste caso estou certo na condição errada. Teria sido preguiçoso no estado de inocência mas, no de corrupção, sou muito impaciente. Quer dizer, além de não ter tido culpa, eu não aguento mais ficar aqui! Pelo amor de Deus...</blockquote>]]>
      
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    <title>5. O PARAÍSO É O NIRVANA</title>
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    <modified>2007-09-22T17:58:07Z</modified>
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    <summary type="text/plain">Não deveria haver dúvidas de que o paraíso de judeus, como Kafka, e de Cristãos, como eu, é o Nirvana. Lá todos éramos preguiçosos e analfabetos, e não desejávamos mais nada. Mas aqui estou: escrevendo cadáveres de gatinhos......</summary>
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      <![CDATA[<p>Não deveria haver dúvidas de que o paraíso de judeus, como Kafka, e de Cristãos, como eu, é o Nirvana. Lá todos éramos preguiçosos e analfabetos, e não desejávamos mais nada. Mas aqui estou: escrevendo cadáveres de gatinhos...<br />
</p>]]>
      
    </content>
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    <title>6. ATÉ NO POST-COITUM</title>
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    <modified>2007-09-22T17:58:34Z</modified>
    <issued>2007-09-22T13:26:03-04:00</issued>
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    <created>2007-09-22T17:26:03Z</created>
    <summary type="text/plain">Caros Simparanecromenói, meus irmãos matadores de gatinhos, jamais viveremos em paz. Como eu sei disso? Ora, reparem que mesmo no post-coitum estamos ansiosos. Até no segundo que sucede ao gozo? Até. Jamais viveremos em paz....</summary>
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      <![CDATA[<p>Caros Simparanecromenói, meus irmãos matadores de gatinhos, </p>

<p>jamais viveremos em paz. </p>

<p>Como eu sei disso? Ora, reparem que mesmo no <em>post-coitum</em> estamos ansiosos. Até no segundo que sucede ao gozo? Até. </p>

<p>Jamais viveremos em paz. </p>]]>
      
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    <title>&quot;A MELHOR DESCRIÇÃO LITERÁRIA DE PEITINHOS&quot; COMO O POST DA RETOMADA</title>
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    <modified>2007-09-04T21:55:43Z</modified>
    <issued>2007-09-04T17:10:18-04:00</issued>
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    <created>2007-09-04T21:10:18Z</created>
    <summary type="text/plain">Vamos ver se consigo voltar a postar com alguma regularidade. Só não sei por onde começar. Tenho blogueio, como já comentei e todos sabem. Vou citar então A Melhor Descrição Literária de Peitinhos: Shinji made no answer and a surprised...</summary>
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    <dc:subject>concupiscíveis</dc:subject>
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      <![CDATA[<p>Vamos ver se consigo voltar a postar com alguma regularidade. Só não sei por onde começar. Tenho blogueio, como já comentei e todos sabem. Vou citar então A Melhor Descrição Literária de  Peitinhos:<br />
<blockquote><br />
Shinji made no answer and a surprised look came over his face. He had caught sight of a black streak that ran across the front of her red sweater.</p>

<p>Hatsue followed his gaze and saw the dirty smudge, just in the spot where she had been leaning her breast against the concrete parapet. Bending her head, she started slapping her breast with her open hands. Beneath her sweater, which all but seemed to be concealing some firm supports, two gently swelling mounds were set to trembling ever so slightly by the brisk brushing of her hands.</p>

<p>Shinji stared in wonder. Struck by her hands, the breasts seemed more like two small, playful animals. The boy was deeply stirred by the resilient softness of their movement.</blockquote></p>

<p><br />
(From "The Sound of Waves" by Yukio Mishima - translated from the Japanese by Meredith Weatherby)<br />
</p>]]>
      
    </content>
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    <title>ONDE ESCREVE UM TEXTO NO QUAL &quot;BILL MURRAY&quot; APARECE DOZE VEZES</title>
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    <modified>2007-09-04T21:55:43Z</modified>
    <issued>2007-07-23T23:18:39-04:00</issued>
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    <created>2007-07-24T03:18:39Z</created>
    <summary type="text/plain">Bill Murray ou é uma religião de bolso ou algo bem parecido com isso. A sensação, que não é apenas uma sensação mas uma realidade, a sensação de termos sido, com o nascimento, lançados em um lugar desconhecido e absurdo,...</summary>
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      <![CDATA[<p>Bill Murray ou é uma religião de bolso ou algo bem parecido com isso. A sensação, que não é apenas uma sensação mas uma realidade, a sensação de termos sido, com o nascimento, lançados em um lugar desconhecido e absurdo, ignorando, amnésicos e cegos, a procedência e o destino - e sem saber o que fazer no ínterim -, Bill Murray é a reação a essa sensação. Só que ele não é uma reação, a não ser que seja uma reação resignada e inerte, a reação de não fazer nada e nem mesmo reagir. </p>

<p>Bill Murray knows it all, he has figured it out, he knows the secret. </p>

<p>Bill Murray é o manual da existência, a summa theologica jamais escrita mas que se tivesse sido seria portátil; o taoísmo ambulante, sem doutrina e preceitos morais. </p>

<p>Olhem, por favor, olhem. Olhem a sua atuação em Rushmore. Como um daqueles homens bem-sucedidos que não se reconhece no sucesso que seu mérito construiu, que estranha a esposa que escolheu e os filhos que teve com ela. Durante a festa à beira da piscina de sua mansão, a mulher flerta com um conviva pondo-lhe na boca um docinho. Seus filhos, os aniversariantes, são gêmeos, ruivos e usam aparelhos odontológicos que refletem a luz do sol da piscina quando sorriem. Depois do choque de ter sido arremessado contra o mundo (choque pós-natal), nada melhor para complementar a perplexidade do que ter filhos gêmeos, gêmeos e ruivos. A duplicidade das cabeleiras ruivas é um escárnio desnecessário e cruel. Bill Murray bebe uísque e fuma enquanto observa o estranho cenário da festa familiar à beira da piscina. Caminha até o trampolim e, com o cigarro acesso entre os dentes, salta na posição ornamental de bomba, aquela em que seguramos os joelhos contra o peito. </p>

<p>Bill Murray é um hipotônico, como diria o psiquiatra se um dia ele entrasse em seu consultório. Mas Bill Murray descobriu como ser feliz deprimido e sem antidepressivos.</p>

<p>Se você não sabe como viver e acha tudo muito sem sentido, Bill Murray sabe ainda menos. </p>

<p>Bill Murray nunca vai deixar de ser Bill Murray em qualquer papel que lhe dêem. Sabe quando você quer muito uma coisa, uma homenagem, uma mulher ou um emprego, mas é covarde o bastante para não tentar porque se tentar pode não conseguir e, oh, isto seria horrível e muito pior do que não conseguir porque nem tentou? Ora, é óbvio, por mais que o clichê moral diga o contrário, que é melhor fracassar por preguiça do que com trabalho. Mas Bill Murray descobriu a terceira via. Bill Murray é o caminho do meio, a redenção pelo tédio. </p>

<p>***</p>

<p>O primeiro título do post era:</p>

<p>NOTAS SOBRE BILL MURRAY E RELIGIÃO DEPOIS DE VER RUSHMORE</p>]]>
      
    </content>
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    <title>LÁ LÁ LÁ</title>
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    <modified>2007-09-04T21:55:43Z</modified>
    <issued>2007-07-02T10:56:02-04:00</issued>
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      <![CDATA[<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/75JH3UbW1H8"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/75JH3UbW1H8" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>]]>
      
    </content>
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    <title>CYBERCAFÉ DURANTE A CHUVA</title>
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    <modified>2007-09-04T21:55:43Z</modified>
    <issued>2007-05-19T19:13:13-04:00</issued>
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    <created>2007-05-19T23:13:13Z</created>
    <summary type="text/plain">enquanto não passa. *** No msn uma amiga me dá os parabéns atrasado. Relapsa. *** Venho do Museu da República, no Palácio do Catete, onde os patos do lago parecem ter convivido com o suicídio do antigo morador. Não sei...</summary>
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      <![CDATA[<p>enquanto não passa. </p>

<p>***<br />
No msn uma amiga me dá os parabéns atrasado. Relapsa.</p>

<p>***<br />
Venho do Museu da República, no Palácio do Catete, onde os patos do lago parecem ter convivido com o suicídio do antigo morador. Não sei explicar por quê. Na verdade só achei que seria interessante escrever isso. Mas nem foi. Patos não são assim longevos e tal. </p>

<p>***</p>

<p>O erro indutivo mais ridículo foi o "todos os cisnes são brancos". Encontraram-nos negros na Austrália e o mundo caiu. </p>

<p>***<br />
Do meu lado direito duas gostosas falam francês. Pergunto-lhes se estão no albergue aqui ao lado. No bairro peixoto. Sim, sim, estão. Mentira, não que não estejam, óbvio que estão, mas não fiz pergunta nenhuma, nem abordei-as.  </p>

<p>***</p>

<p>No msn + webcam brinco com a amiga relapsa de imitar emoticons. Meu melhor papel é neste:</p>

<p>:D</p>

<p>Nos outros fracasso. Não, minto: no piscadela ;) sou bem razoável. </p>

<p>***</p>

<p>Vou pagar essa merda e fumar um cigarro. <br />
</p>]]>
      
    </content>
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    <title>ASDLADLASDASLDASL</title>
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    <created>2007-05-18T09:58:41Z</created>
    <summary type="text/plain">Poucos objetos são mais íntimos do que um teclado. O meu é um ABNT2. Vi um cílio equilibrando-se entre o M e a barra de espaços e pensei nisso. Entre as teclas há uma civilização de resíduos acumulados....</summary>
    <author>
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    <dc:subject>notinhas para mimself</dc:subject>
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      <![CDATA[<p>Poucos objetos são mais íntimos do que um teclado. O meu é um ABNT2. Vi um cílio equilibrando-se entre o M e a barra de espaços e pensei nisso. Entre as teclas há uma civilização de resíduos acumulados. </p>]]>
      
    </content>
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    <title>DEGOLADA NA PRIMEIRA NOTA</title>
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    <summary type="text/plain">Sonhei com o ceifeiro tocando uma sarabanda das suítes para violoncelo de Bach. O seu celo, entre as pernas, era a Jacqueline du Pré (degolada na primeira nota)....</summary>
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    <dc:subject>notinhas para mimself</dc:subject>
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      <![CDATA[<p>Sonhei com o ceifeiro tocando uma sarabanda das suítes para violoncelo de Bach. O seu celo, entre as pernas, era a Jacqueline du Pré (degolada na primeira nota). <br />
<img alt="jacquedupr%C3%A92.jpg" src="http://blogauti.wunderblogs.com/jacquedupr%C3%A92.jpg" width="400" height="258" /><img alt="240px-Death.jpg" src="http://blogauti.wunderblogs.com/240px-Death.jpg" width="240" height="331" /></p>]]>
      
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    <title>COCKPIT!</title>
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    <modified>2007-09-04T21:55:43Z</modified>
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    <summary type="text/plain">No início dos blogs quem não tinha o que escrever postava letras de músicas ou testes de personalidade, agora... Fora isso, já estamos todos cansados do pitoresco nipônico, não é?...</summary>
    <author>
      <name>Marcelo Rota</name>
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    <dc:subject>o colecionador</dc:subject>
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      <![CDATA[<p>No início dos blogs quem não tinha o que escrever postava letras de músicas ou testes de personalidade, agora...</p>

<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OJ-ac-uVaFA"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/OJ-ac-uVaFA" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>

<p>Fora isso, já estamos todos cansados do pitoresco nipônico, não é? </p>]]>
      
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    <title> dfhfjghkhjlkhljl</title>
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      <![CDATA[<p>Observado por mim da fila do self-service um homem andava ao redor do bufê. Em uma mão equilibrava a bandeja com três recipientes de isopor, na outra, manejava os talheres com que colocava a comida dentro deles, por fim, entre o ombro e o pescoço apoiava o celular enquanto tratava com alguém de assuntos práticos.</p>

<p>***</p>

<p>No ônibus: sentados nos assentos logo a frente do meu, um grupo de mochileiros que supus judeus e israelenses. Vi espinhas no rosto de um e imaginei-os recém saídos do serviço militar. O mais próximo de mim era uma loira. Quando levantou para oferecer um pedaço de pão aos outros, seus amigos, vi suas costas. Ao esticar o braço a blusa subiu e vi estrias na linha da cintura. Sexies estrias. </p>]]>
      
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    <title>papapapa</title>
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      <![CDATA[<p>Ao ver Papageno na estalagem ela cuida de antes enfear-se grotescamente. Só depois aparece diante dele pela primeira vez e, sentada no seu colo, conversam divertidos um com o outro. Brincam com a baranguice dela. Papageno pergunta-lhe o nome. Abaixa a cabeça para esconder o rosto com a desculpa de uma risada coquete e tira a máscara da feiúra. Uma linda ruiva olha agora para ele e diz: "Papagena". E some.</p>

<ol><li>A mulher feia de quem você gostou tanto é, na verdade, sua homônima e linda.</li><li>A mulher por cuja beleza você se apaixonou revela-se depois tão bonita quanto outras que há por aí. Além disso, não tem nada a ver com você. 
</li><li><div align="justify">A realidade é pior do que a fotografia, mas quanto pior for a fotografia melhor para a realidade.</div></li></ol>
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