maio 18, 2007
ASDLADLASDASLDASL
Poucos objetos são mais íntimos do que um teclado. O meu é um ABNT2. Vi um cílio equilibrando-se entre o M e a barra de espaços e pensei nisso. Entre as teclas há uma civilização de resíduos acumulados.
maio 16, 2007
DEGOLADA NA PRIMEIRA NOTA
Sonhei com o ceifeiro tocando uma sarabanda das suítes para violoncelo de Bach. O seu celo, entre as pernas, era a Jacqueline du Pré (degolada na primeira nota).


fevereiro 12, 2007
REGINA DEL MONDO
A opinião é a rainha do mundo. Por isso penso sobre o homem que anda por aí olhando as pedras e pisando em folhas secas, sem opinião sobre nada e sem que ninguém tenha qualquer opinião sobre ele. Só não é a vida perfeita por muito pouco, porque se fosse já seria uma opinião.
fevereiro 9, 2007
ASDLASDASLDALSDL
Opiniões sobre assuntos como aborto, eutanásia, a pena de morte e a guerra no Iraque são sempre uma vergonha para os seus portadores. São assuntos que, como o Olavo de Carvalho, que deixou de ser uma pessoa para ser um tópico, são assuntos que viraram pessoas, e pessoas os defendem como se fossem pessoas e não assuntos. Não há nada de original a ser dito sobre eles, principalmente sobre o Olavo de Carvalho.
janeiro 23, 2007
AKDADKASDASK
Experimentem ficar um tempo, um bom tempo, sem escrever no seu blog e sem ler outros. E depois retomar. Tudo o que escrever lhe parecerá ridículo, assim como tudo o que ler no dos outros. Porque ridículo é qualquer coisa que se olha a uma certa distância, natural, o que se vê de perto através do hábito.
janeiro 22, 2007
ASDLASDADASL
Queria fazer um blog só para falar mal dos meus melhores amigos. Contaria todas as coisas horríveis que sei sobre eles.
setembro 9, 2006
DJANGO,
desde que parei de escrever não sei mais como escrever.
agosto 26, 2006
NICK PARA O MSN
love is corny'n horny.
julho 14, 2006
NICK PARA O MSN QUE NAO TIVERAM CORAGEM DE USAR
amo as anfractuosidades da tua boceta.
abril 23, 2006
SDFLSDFGLYH
Hoje sonhei com dois neologismos e um mundo polarizado pelos dois gêneros de pessoa que cada um deles designa. Quando acordei vi que os neologismos eram muito ruins e o sonho, péssima ficção, como, aliás, os sonhos costumam ser. Por isso as histórias nas quais a pessoa abre a janela e observa com ar indiferente uma revoada de orangotangos sem asas, para que não sejam ruins, precisam ser muito, muito boas. O esforço para quem ultrapassa a realidade é maior do que para quem deseja descrevê-la. Ainda que aquele durma e sonhe mais.
Postado por Marcelo Rota em 5:39 AM | Comentários
(1)
abril 20, 2006
SDFLKSVARGTIDFLSDLMMEN
Eu me sinto tão fora desse mundo que tenho medo de perdê-lo.
Vargtimmen, A Hora do Lobo, que, a acreditar no filme do Bergman, é aquela em que mais pessoas morrem e nascem. Estranho isso, que exista tal hora. Óbvio que não. Não sei. Na verdade nem sei se foi exatamente isso que Max von Sida disse. Só sei que o nome dele não é esse e eu não gostei (muito) do filme e que tudo pouco importa. Mas o que quero dizer é que essas minhas observações mais sombrias são só da Vargtimmen, seja lá o que isso for. Depois passa e a sombra passa.
(Tudo mentira. Desculpa para escrever um post com uma palavra sueca, já que não posso ter uma.
Uma sueca. Sueca. Sueca. Sueca.)
Postado por Marcelo Rota em 4:27 AM | Comentários
(2)
abril 12, 2006
DOIS HAMLETS RUSSOS:
Ivanov, da peça homônima de Chekhov, e Oblomov, do romance idem de Goncharov. Mas, como são russos, a sua indecisão é bem mais determinada: dizem NÃO ao ser ou não e pronto. Um com um tiro suicida, o outro com a preguiça.
E a preguiça não é menos trágica, só é mais lenta. Mire no horizonte, dispare em direção ao oeste e espere. Um dia a bala te encontra. Enquanto você está de costas vendo o ocaso do sol no oeste, ela, toda Cristovão Colombo, chega do leste. E Oblomov!
Postado por Marcelo Rota em 9:36 AM | Comentários
(0)
abril 8, 2006
GAVIOTA
I'm a seagull. No, that's wrong.
***
Amo mamãe, sou um jovem escritor, meu pai morreu e ela casou-se com um escritor famoso. Amo mamãe. A plot for a short story. Ela nunca lê o que escrevo. E chupa o pau da Literatura Russa, do Grande Escritor. "Você é a maior esperança da Rússia", ela diz para ele sempre que ameaça abandoná-la. Então ele desiste. Mamãe é uma grande atriz.
***
Nas festinhas literárias lá de casa ninguém me nota. Estou escrevendo um conto sobre isso: meu amor por mamãe e a inveja que sinto do Grande Escritor. No, that's wrong. It's a play. Só eu entendo por que "filho da puta", a ofensa exemplar, é sempre auto-referente. O amante de mamãe é um filho da puta, já lhe disse várias vezes. Mas quem come a minha mãe é ele e o filho, o filho sou eu.
***
"Filho da puta", aprendam, é sempre auto-referente. Dirigir essa ofensa ao inimigo/competidor/objeto de inveja é projetar a raiva de um filho incestuoso contra um padrasto que ele sabe superior. O filho da puta é sempre quem xinga.
Postado por Marcelo Rota em 12:01 AM | Comentários
(1)
março 18, 2006
UMBRAL, A MINHA DROGADIÇÃO
Sou dependente de “umbral”, que é como chamo o conjunto de estados mentais que pertence àquela zona cinzenta, transição entre o sono e a vigília, quando, ainda não tendo despertado, já iniciamos, todavia, o processo de. Ficamos então na fronteira, como o skatista a dar um fs boardslide irado, urrú!, sobre o corrimão. Um tiquinho para lá ou para cá e você pode acordar -
Não, acordar não -
cair com força, testículos esmagados contra o corrimão. Urrú...
O equilíbrio não é nem delicado, ele na verdade não existe, mas é o que se está procurando; não é o objetivo real, porém é o ideal regulador. Os usuários de umbral sabem como é difícil prolongar seu efeito. Ficar repetindo em mentalês "não quero dormir, não quero dormir" é hipnótico e produz inclinação suficiente para a ladeira abaixo da consciência rumo ao sono. Ou então, no sentido inverso, o esforço para não acordar, se é esforço, por menor que seja já é consciente o bastante para o cérebro insinuar a cabecinha
"Só a cabecinha, meu amor, só a cabecinha" <-- vulgar estratégia de defloradores. Mas assim também é a CONSCIÊNCIA.
... insinuar a cabecinha vigília adentro. De um modo ou de outro o umbral acaba logo, em poucos segundos.
Se a vida é definida pela alternância destas duas pessoas opostas, que vocês já sabem quais são, então, sob o umbral, somos esta quimera, a Besta Soriteana, maravilha das maravilhas.
Postado por Marcelo Rota em 11:40 PM | Comentários
(14)
março 3, 2006
GJTYJTJLBDFGDSL
The world is ageing and I'm not growing up.
Postado por Marcelo Rota em 3:26 PM | Comentários
(1)
março 1, 2006
ADADADVFVSVSVSGGS
Vender os estados do Pará e do Amazonas para Israel. Baratinho. As pessoas da diáspora iriam morar lá e, tenho certeza, fariam uma civilização bem bacaninha. Depois, devidamente circuncidado, eu emigraria.
Postado por Marcelo Rota em 12:29 PM | Comentários
(2)
fevereiro 25, 2006
DO GERADOR DE FRASES COM TOP SPIN
"A verdade tem as pernas decepadas" é o que iria escrever. Talvez acrescentar que a mentira é uma lebre. Não sei.
Mas uma coisa é certa: a verdade é uma predadora incapaz, uma leoa de muletas. A mentira, a presa, uma gazela com viço e ginga de mulata. E a verdade é o sessentão que pagou pela mulata mas esqueceu o viagra na bolsa da patroa.
Que coisa.
Postado por Marcelo Rota em 1:27 AM | Comentários
(1)
dezembro 9, 2005
GHKHKHHKHK
Escrever uma sequência de posts sobre a Bruna Surfistinha. E mais: que fosse algo parasitário do blog da "prima". Ela escreve lá, eu reajo aqui. Como São Tomás escrevia sobre Aristóteles.
Postado por Marcelo Rota em 10:08 PM | Comentários
(0)
novembro 24, 2005
ENUMERAÇÃO DE UM SÓ
1. Um engenheiro civil que escreve um livro com este título e que aparece nos google ads deste blog.
Ok, de dois:
2. Um lógico medíocre, Petrus Ramus, morto no Massacre de la Saint-Barthélemy. A horda católica invadiu seu gabinete, esfaquearam-no e depois seu corpo foi defenestrado do quarto andar. Não era nem um huguenote convicto, mas o fim trágico transformou-o em mártir na Inglaterra. E nos próximos séculos estudantes de Oxford seriam obrigados a estudar pelos seus livros. Virou personagem de uma peça de Marlowe.
Mensagem: Como se morre, e não como se vive, é o melhor marketing para a posteridade.
Postado por Marcelo Rota em 10:12 AM | Comentários
(1)
julho 5, 2005
NOTINHAS PARA MIMSELF (6)
A primeira meditação de Coltrane é melhor do que a última de Descartes. Justificar.
***
Exercício de convergência. Título provisório: "As Três Trindades: Messiaen, Descartes e Coltrane".
Méditations sur le Mystère de la Sainte Trinité, composição para órgão solo de Messiaen,
The Father and The Son and The Holy Ghost, de John Coltrane,
e Le Pére, Le Cogito et Le Ego Sum, de Descartes.
***
Para incluir o Ícone da Trindade de Andrei Rublév, excluir uma das três anteriores.
***
Incluir a excluída em uma nota de rodapé, explicando o porquê da exclusão.
***
Ou então profanar o título para "A Tédrade da Trindade: Rublév, Messiaen, Coltrane e Descartes".
Postado por Marcelo Rota em 4:20 PM | Comentários
(2)
setembro 23, 2004
(7) NOTINHA PARA MIMSELF
Escrever um conto prosopopéico sobre o amor entre um clitóris e os dedos de um virtuose. O mindinho esquerdo, exclusivista, ardiloso, ciumento e ressentido, associa-se à vagina dentata a fim de decepar os outros nove.
Postado por Marcelo Rota em 4:52 PM | Comentários
(0)
setembro 2, 2004
NOTINHA PARA MIMSELF (4)
Se nas ocasiões mais tristes eu tivesse a violenta loquacidade que personagens de Shakespeare demonstram nas piores circunstâncias, jamais seria apático, jamais seria triste.
Hamlet vai ao psiquiatra e expande-se com a eloquência exaltada que lhe é peculiar sobre o seu desânimo, dúvidas e indiferença. O médico, leitor de Shakespeare, responde que a verdadeira tristeza tem como único veículo a língua manca e rota. Saia daqui.
Postado por Marcelo Rota em 12:52 PM | Comentários
(3)
agosto 21, 2004
NOTINHA PARA MIMSELF (2)
Das atletas olímpicas em versão shoxortinho (evitei a duplicação do ´x´ no início para ficar menos obsceno), como as do vôlei de praia e as corredoras do atletismo, as brasileiras são as únicas, as únicas, que trazem o nome do país estampado na bunda.
Postado por Marcelo Rota em 4:59 AM | Comentários
(0)
agosto 19, 2004
NOTINHA PARA MIMSELF
Não foi Sêneca quem disse que as coisas boas que pertencem à prosperidade devem ser desejadas, e as que pertencem à adversidade, admiradas?
Não interessa quem disse, jamais interessa "o quem" só "o que". No caso em tela:
Pára de reclamar, zé mané, e vai trabalhar!
Postado por Marcelo Rota em 1:41 PM | Comentários
(0)
Hoje sonhei com dois neologismos e um mundo polarizado pelos dois gêneros de pessoa que cada um deles designa. Quando acordei vi que os neologismos eram muito ruins e o sonho, péssima ficção, como, aliás, os sonhos costumam ser. Por isso as histórias nas quais a pessoa abre a janela e observa com ar indiferente uma revoada de orangotangos sem asas, para que não sejam ruins, precisam ser muito, muito boas. O esforço para quem ultrapassa a realidade é maior do que para quem deseja descrevê-la. Ainda que aquele durma e sonhe mais.
abril 20, 2006
SDFLKSVARGTIDFLSDLMMEN
Eu me sinto tão fora desse mundo que tenho medo de perdê-lo.
Vargtimmen, A Hora do Lobo, que, a acreditar no filme do Bergman, é aquela em que mais pessoas morrem e nascem. Estranho isso, que exista tal hora. Óbvio que não. Não sei. Na verdade nem sei se foi exatamente isso que Max von Sida disse. Só sei que o nome dele não é esse e eu não gostei (muito) do filme e que tudo pouco importa. Mas o que quero dizer é que essas minhas observações mais sombrias são só da Vargtimmen, seja lá o que isso for. Depois passa e a sombra passa.
(Tudo mentira. Desculpa para escrever um post com uma palavra sueca, já que não posso ter uma.
Uma sueca. Sueca. Sueca. Sueca.)
abril 12, 2006
DOIS HAMLETS RUSSOS:
Ivanov, da peça homônima de Chekhov, e Oblomov, do romance idem de Goncharov. Mas, como são russos, a sua indecisão é bem mais determinada: dizem NÃO ao ser ou não e pronto. Um com um tiro suicida, o outro com a preguiça.
E a preguiça não é menos trágica, só é mais lenta. Mire no horizonte, dispare em direção ao oeste e espere. Um dia a bala te encontra. Enquanto você está de costas vendo o ocaso do sol no oeste, ela, toda Cristovão Colombo, chega do leste. E Oblomov!
abril 8, 2006
GAVIOTA
I'm a seagull. No, that's wrong.
***
Amo mamãe, sou um jovem escritor, meu pai morreu e ela casou-se com um escritor famoso. Amo mamãe. A plot for a short story. Ela nunca lê o que escrevo. E chupa o pau da Literatura Russa, do Grande Escritor. "Você é a maior esperança da Rússia", ela diz para ele sempre que ameaça abandoná-la. Então ele desiste. Mamãe é uma grande atriz.
***
Nas festinhas literárias lá de casa ninguém me nota. Estou escrevendo um conto sobre isso: meu amor por mamãe e a inveja que sinto do Grande Escritor. No, that's wrong. It's a play. Só eu entendo por que "filho da puta", a ofensa exemplar, é sempre auto-referente. O amante de mamãe é um filho da puta, já lhe disse várias vezes. Mas quem come a minha mãe é ele e o filho, o filho sou eu.
***
"Filho da puta", aprendam, é sempre auto-referente. Dirigir essa ofensa ao inimigo/competidor/objeto de inveja é projetar a raiva de um filho incestuoso contra um padrasto que ele sabe superior. O filho da puta é sempre quem xinga.
março 18, 2006
UMBRAL, A MINHA DROGADIÇÃO
Sou dependente de “umbral”, que é como chamo o conjunto de estados mentais que pertence àquela zona cinzenta, transição entre o sono e a vigília, quando, ainda não tendo despertado, já iniciamos, todavia, o processo de. Ficamos então na fronteira, como o skatista a dar um fs boardslide irado, urrú!, sobre o corrimão. Um tiquinho para lá ou para cá e você pode acordar -
Não, acordar não -
cair com força, testículos esmagados contra o corrimão. Urrú...
O equilíbrio não é nem delicado, ele na verdade não existe, mas é o que se está procurando; não é o objetivo real, porém é o ideal regulador. Os usuários de umbral sabem como é difícil prolongar seu efeito. Ficar repetindo em mentalês "não quero dormir, não quero dormir" é hipnótico e produz inclinação suficiente para a ladeira abaixo da consciência rumo ao sono. Ou então, no sentido inverso, o esforço para não acordar, se é esforço, por menor que seja já é consciente o bastante para o cérebro insinuar a cabecinha
"Só a cabecinha, meu amor, só a cabecinha" <-- vulgar estratégia de defloradores. Mas assim também é a CONSCIÊNCIA.
... insinuar a cabecinha vigília adentro. De um modo ou de outro o umbral acaba logo, em poucos segundos.
Se a vida é definida pela alternância destas duas pessoas opostas, que vocês já sabem quais são, então, sob o umbral, somos esta quimera, a Besta Soriteana, maravilha das maravilhas.
março 3, 2006
GJTYJTJLBDFGDSL
The world is ageing and I'm not growing up.
março 1, 2006
ADADADVFVSVSVSGGS
Vender os estados do Pará e do Amazonas para Israel. Baratinho. As pessoas da diáspora iriam morar lá e, tenho certeza, fariam uma civilização bem bacaninha. Depois, devidamente circuncidado, eu emigraria.
fevereiro 25, 2006
DO GERADOR DE FRASES COM TOP SPIN
"A verdade tem as pernas decepadas" é o que iria escrever. Talvez acrescentar que a mentira é uma lebre. Não sei.
Mas uma coisa é certa: a verdade é uma predadora incapaz, uma leoa de muletas. A mentira, a presa, uma gazela com viço e ginga de mulata. E a verdade é o sessentão que pagou pela mulata mas esqueceu o viagra na bolsa da patroa.
Que coisa.
dezembro 9, 2005
GHKHKHHKHK
Escrever uma sequência de posts sobre a Bruna Surfistinha. E mais: que fosse algo parasitário do blog da "prima". Ela escreve lá, eu reajo aqui. Como São Tomás escrevia sobre Aristóteles.
novembro 24, 2005
ENUMERAÇÃO DE UM SÓ
1. Um engenheiro civil que escreve um livro com este título e que aparece nos google ads deste blog.
Ok, de dois:
2. Um lógico medíocre, Petrus Ramus, morto no Massacre de la Saint-Barthélemy. A horda católica invadiu seu gabinete, esfaquearam-no e depois seu corpo foi defenestrado do quarto andar. Não era nem um huguenote convicto, mas o fim trágico transformou-o em mártir na Inglaterra. E nos próximos séculos estudantes de Oxford seriam obrigados a estudar pelos seus livros. Virou personagem de uma peça de Marlowe.
Mensagem: Como se morre, e não como se vive, é o melhor marketing para a posteridade.
julho 5, 2005
NOTINHAS PARA MIMSELF (6)
A primeira meditação de Coltrane é melhor do que a última de Descartes. Justificar.
***
Exercício de convergência. Título provisório: "As Três Trindades: Messiaen, Descartes e Coltrane".
Méditations sur le Mystère de la Sainte Trinité, composição para órgão solo de Messiaen,
The Father and The Son and The Holy Ghost, de John Coltrane,
e Le Pére, Le Cogito et Le Ego Sum, de Descartes.
***
Para incluir o Ícone da Trindade de Andrei Rublév, excluir uma das três anteriores.
***
Incluir a excluída em uma nota de rodapé, explicando o porquê da exclusão.
***
Ou então profanar o título para "A Tédrade da Trindade: Rublév, Messiaen, Coltrane e Descartes".
setembro 23, 2004
(7) NOTINHA PARA MIMSELF
Escrever um conto prosopopéico sobre o amor entre um clitóris e os dedos de um virtuose. O mindinho esquerdo, exclusivista, ardiloso, ciumento e ressentido, associa-se à vagina dentata a fim de decepar os outros nove.
setembro 2, 2004
NOTINHA PARA MIMSELF (4)
Se nas ocasiões mais tristes eu tivesse a violenta loquacidade que personagens de Shakespeare demonstram nas piores circunstâncias, jamais seria apático, jamais seria triste.
Hamlet vai ao psiquiatra e expande-se com a eloquência exaltada que lhe é peculiar sobre o seu desânimo, dúvidas e indiferença. O médico, leitor de Shakespeare, responde que a verdadeira tristeza tem como único veículo a língua manca e rota. Saia daqui.
agosto 21, 2004
NOTINHA PARA MIMSELF (2)
Das atletas olímpicas em versão shoxortinho (evitei a duplicação do ´x´ no início para ficar menos obsceno), como as do vôlei de praia e as corredoras do atletismo, as brasileiras são as únicas, as únicas, que trazem o nome do país estampado na bunda.
agosto 19, 2004
NOTINHA PARA MIMSELF
Não foi Sêneca quem disse que as coisas boas que pertencem à prosperidade devem ser desejadas, e as que pertencem à adversidade, admiradas?
Não interessa quem disse, jamais interessa "o quem" só "o que". No caso em tela:
Pára de reclamar, zé mané, e vai trabalhar!