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junho 27, 2006

59. LOVE IS LIKE A BOTTLE OF GIN

-So, I don' t really know what's goin' on. All I know is that I got married to someone who was like a glass of fine, bubbling and uniquely tasteful champagne. But then I found myself holding someone who was more like my favorite cup of tea. It was ok 'cause that nice, warm and familiar taste comin' down my throat used to be all I wanted. So, all of a sudden, it was like if the wind coming through the window (I' d probably left it opened) had coolen my fucking favorite tea, making it taste agressivelly cold... like, too rough and unfamiliar, u know?!
-I see. But wouldn' t you like to try some ice tea?
-...Well... maybe... but... like, I just don' t think love should be like ice tea, u know?!

Postado por Marcelo Rota em 9:14 PM | 69LS | Comentários (2)

junho 25, 2006

28. VERY FUNNY / 69. ZEBRA

Grampeei seu sexo e, com meu sistema de comunicação global, triangulo satélites apenas para saber que o seu de vênus está, suponho, com alguém de bermudas. Bermudas jogadas no chão de quarto de hotel em Porto Rico, especulo. Sobrevôo o Triângulo com meu balão de ar quente, vejo menudos em Porto Rico e onde o sinal é mais forte, Zelda, a zebra que lhe dei, Zilda. Ela corre através de um campo de golfe. "Me dá uma zebra!", você havia dito. E "Eu te amo, meu amor!", quando viu Zelda com lação vermelho. Acreditei, mas agora só acho tudo muito engraçado. Farei uma bolinha de papel com este bilhete e depois

saltar.

Meu objetivo é cair em cima de Zilda para cavalgá-la, mas sei que nunca mais vou poder ter filhos, ainda que sobreviva, o que sei impossível. Mas você nunca quis mesmo, nem uma nem outra coisa. Estou morrendo de rir.

Postado por Marcelo Rota em 10:36 PM | 69LS | Comentários (0)

22. SWEET-LOVIN' MAN

O rádio confirma a previsão da meteorologia, uma hora de sol. Após um milhão de anos de chuvas incessantes a cidade presenciaria a hora inteira de céu azul.

Devido a minha longa pesquisa sobre o tempo, viajei dias em busca da observação do fenômeno. Cheguei ainda, felizmente, sob uma chuva calma, e melancólica como toda chuva calma.

-Dia.
-Dia.
-E essa chuva?
-No fim da tarde, parece.

Cidades que vivem sob o regime da chuva de um milhão de anos são conhecidas pela pouca loquacidade de seus habitantes. Sentei-me sob a chuva no banco da praça, vendo a diversidade de cores dos guarda-chuvas. “São a exótica flora local”, riu-se e sentou-se ao meu lado.

-Vim esconder-me, completou; e logo se principiou a primavera de uma hora. Era audível o som do de tudo sendo fecundado. Todos os mortos descansaram, alguns moribundos se foram, outros ficaram, doentes andaram, mulheres pariram e meninos se tornaram-se homens, e mais todas essa coisas que são lembradas quando se pensa em Vida. Mas eu não penso na vida, e do tempo só se diz que se diz dele quando não se tem o que dizer, e falando do tempo

Por alguma razão uma hora me pareceu o suficiente. “Esconder-se em praça pública?” “Claro. Você me dá cobertura.” E me deu uma piscadinha.

Postado por Marcelo Rota em 5:05 AM | 69LS | Comentários (0)

14. HOW FUCKING ROMANTIC

Estar apaixonado é um estado bizarro mas... ah, foda-se! É muito bom achar fantásticas as coisas mais triviais: o céu azul (brilhante), o sol (esplêndido), eu (radiante) de pé, esperando você há mais de uma hora e a chuva que acaba de começar a cair. Não tenho onde me abrigar.

Postado por Marcelo Rota em 12:48 AM | 69LS | Comentários (0)

junho 24, 2006

9. LETS PRETEND WE ARE BUNNY RABBITS

I' ve given up my beach boys' tape for a love epiphany that unleash all my animal instinct - Oh, I long to nibble your ears!
None of us will ever be the same again.
No love will ever be good enough again.
...I just don' t wanna be human anymore... not ever again.

Postado por Marcelo Rota em 12:02 AM | 69LS | Comentários (0)

junho 18, 2006

26. WHEN MY BOY WALKS DOWN THE STREET

Whole new kinds of weather, unnoticed. Descendo várias ladeiras não muito íngremes e seguindo reto por uma rua estreita em cujo lado direito há uma praça pequena onde de um lado velhinhos jogam dama e do outro adolescentes bebem vinho, há um hotel. Em um de seus quartos se dá um estranho fenômeno meteorológico: a temperatura varia de acordo com a distância entre os corpos de seus habitantes. Quando ela aumenta mais de um metro, há terríveis nevascas que atingem diversos países cartografados ou não. Quando a distância se iguala a zero, combustão espontânea em transeuntes ao longo de quilômetros de bulevares.

Postado por Marcelo Rota em 1:23 AM | 69LS | Comentários (0)

40. PAPA WAS A RODEO / 47.UNDERWEAR

Estou em um alpe, pastoreando cabritos saltitantes. São também o meu único alimento.

Muito frio. Uso dois casacos, o marrom e o preto por cima. O preto acho que voce conhece. Mas não sei se notou ele ter um capuz. Eu me fecho nos casacos como fecham defuntos em esquifes. De capuz e óculos escuros, ouvindo Leonard Cohen, pareço La Mort, e os cabritos montanheses fogem de mim. L'amour, La Mort amoureuse de toi, ma pucelle.

Postado por Marcelo Rota em 12:01 AM | 69LS | Comentários (0)

junho 1, 2006

AS PROSTITUTAS DA BABILÔNIA

A primeira referência à depilação feminina está na Ars Amatoria de Ovídio: "Será preciso adverti-las da necessidade de retirar as temidas barbas de bode das pequenas asas?"

***

Apesar disso, gostaria de criar a comuna orkutiana "Eu amo a axila cabeluda de Liv Ullmann em Skammen."

***

A mentira feminista é que axilas (asinhas pequenas) são raspadas a partir da desconfiança cafajeste: os homens querem garantias de que elas não têm chatos. Lisura é sensação de limpeza. As mulheres se submetem a isso, dizem.

***

Ela abre os braços, você acha que ela te quer, e ela até te quer, mas quer primeiro mostrar que, pode vir, não têm chatos. Você vê as axilas lisas e pensa "lindas", mas na verdade seu olhar é clínico e avalia se Vênus é venérea. Todavia, são lindas mesmo.

***

Mesmo assim continuo com o meu projeto, de vida: criar a comunidade "Amo as axilas cabeludas de Liv Ullmann em Skammenn."

Postado por Marcelo Rota em 4:42 AM | Comentários (3)

INFERIDO DE CAMPOS DE CARVALHO. CAMPOS E NÃO ORVALHO, OLAVO.

Amanhã vou viajar. As pessoas viajam não sei por quê. Na verdade sei, para que tenham a oportunidade e o risco de um acidente fatal longe do lugar onde moram e, muitas vezes, até nascem. Dar a última inspiração a menos de 1000 quilomêtros de onde se deu a primeira no mundo é a mais alta mediocridade alcançável. Todos, ou quase, temem mais isso do que a morte.

Por isso só a paixão pelo absurdo pode explicar o cadáver viajante, aquele que, tendo morrido em Sydney de cirrose, toma o vôo de volta para ser enterrado no jardim de casa em uma cidadezinha de Illinois. A ironia e a sorte destes cadávares voadores, além da de já estarem mortos e, portanto, não estarem nem aí para nada, é de compartilharem o destino de todos os cadáveres de avião, cair sobre a ilha de Lost, muito distante de casa e, agora para sempre, a sua casa.

Postado por Marcelo Rota em 2:51 AM | Comentários (0)