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maio 31, 2006
MEU CÉREBRO, UMA PICAPE
Ah, vou confessar. O post abaixo foi escrito foi escrito, ih, estou me repetindo, desde que bateram na minha cabeça fiquei assim, como se o DJ Andinho Big Noise fizesse scratch com meu cérebro.
Escrevi este post só para tentar imitar o estilo, a deslumbra, o charme e o quark c de Alexandre Soares Silva, pra quem os mano da cabeça quebrada, quebram, quer dizer, pagam mó pau.
Postado por Marcelo Rota em 1:12 PM | Comentários (3)
HISTÓRIA MÁGICA DA TORTA DE MORANGO
Um homem carrega pelas ruas de uma cidade um punhado de torta de morango na mão direita, erguida na sua frente à altura da testa. Nós o vemos pela primeira vez subindo a escada do metrô para a rua, seu cabelo ralo fazendo uma dancinha no vento. Dentro das lojas pessoas escolhendo óculos se perguntam quem é? Quem não é? Anda rápido pelas ruas cheias do centro e quando passa perto de alguém levanta mais o braço até que a mão fica acima da cabeça de ambos.
O pedaço de torta tem três cores, bege na camada de baixo, branco na do meio e vermelho na de cima, mas como o punhado está despedaçado a parte branca está mesclada de vermelho e partes da torta estão caindo, bem devagar, entre os dedos. Ele usa um casaco de couro marrom, camisa jeans, calça jeans, tênis marrom. Usa óculos de leitura e está com o rosto franzido, não de raiva propriamente, mas de determinação.
E nós o vemos andando ao longo dessa avenida toda e entrando em outra, e depois em outra. Finalmente chega perto de uma mulher, que está em pé do lado de fora de uma loja de perfume conversando com uma amiga, e diz: “Toma, eu insisto”, enfiando o pedaço de torta de uma vez só na boca escancarada da mulher. A amiga da mulher grita e a mulher mastiga. Ela mastiga tudo enquanto a amiga se protege do homem se escondendo atrás de uma bolsa enorme.
-Hmmm - diz a mulher, mastigando ainda. - Sabe que até que é boa?
-Eu falei!
O homem se vira e começa a andar na direção de onde veio, limpando os dedos no muro de um estacionamento; e a câmera imaginária deste parágrafo o persegue ao longo da avenida, e da outra, e da outra, sempre muito além do necessário, até que ele desaparece na estação de metrô de onde veio.
Postado por Marcelo Rota em 5:26 AM | Comentários (3)
maio 9, 2006
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No caderno "VIVER MELHOR" de O Globo leio que pesquisadores suecos descobriram que o cérebro das lésbicas reage de forma diferente. Parei a leitura no ponto anterior, nem quis saber do objeto indireto. Não quero saber a que reage. Vão reagir em uma passeata, umas, mulheres machas, outras, fêmeas, outras, segurando cartazes WE ARE NOT BRAINS IN A VAT, outras, casais com bebês no colo. E imaginei laboratórios com cubas em prateleiras, em cada cuba uma etiqueta: "brain of a dead lesbian" escrito em sueco. Sacudi a cabeça e o meu cérebro deu um gestalt switch para cima e vi.
Vi cientistas suecas lésbicas nuas vivendo melhor em um mundo de cérebros em cubas.
Outra chacoalhada e:
We're brains in a vat, love. Our love is my brain in a vat, Love. My thinking on my brain in a vat is a brain in a vat, Love.
Postado por Marcelo Rota em 7:04 PM | Comentários (0)
maio 7, 2006
18. BOA CONSTRICTOR / 19. A PRETTY GIRL IS LIKE...
A pretty girl is like a boa constrictor. Her pretty legs wrapped around your penis is, like, a boa metaphor for... love?
Postado por Marcelo Rota em 11:33 PM | 69LS | Comentários (0)
maio 4, 2006
10. THE CACTUS WHERE YOUR HEART SHOULD BE / 11. I THINK I NEED A NEW HEART
Hey, I'm a goner, Miss You. You´re too busy for my heart. And I think I need a new one. Miss You and your lovely hibiscus black and white flowers. Miss Cactus, where my heart was once stuck.
Or I was a astronaut (or a cosmonaut as the russians called their would-be men on the moon). At the time I thought I could have stuck my flag far down into the moon's ground (!). I was a cosmo- though, not an astro-. And so I missed you like the russians lost the space race. Moonstruck is over.
Postado por Marcelo Rota em 9:09 PM | 69LS | Comentários (0)
maio 1, 2006
05. RENO DAKOTA
The Pantone Guide you gave me at the late nties, its color shades have already faded. It's out of date, as if for love we were too late. As if the second law of thermodynamics was valid even for the heart. And evidently it is!
And our bedroom’s curtains, whose color (pantone 292) we’ve picked up together, alack, you know, I torn them apart in one my jealousy freak outs.
Postado por Marcelo Rota em 1:40 AM | 69LS | Comentários (2)