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janeiro 23, 2006

Eis o gênio e a graça do capitalismo: dizer que tem a quem não tem.

A minha biblioteca foi feita em Copacabana, princesinha dos sebos. Saudades de Copacabana, canta João Gilberto.

Em Florianópolis ninguém lê. Sou vizinho de uma Academia, aqui todos são vizinhos de uma. É só corpo corpo corpo. Em Copacabana o Slacker tinha os sebos e tinha Ipanema. Ainda hoje me lembro da marca na perna de uma midinette. Ela estava em um restaurante e, quando levantou, ficou com a marquinha da cadeira um pouco abaixo do final da mini-saia. Elton estava comigo. "Olha lá, Elton, a marquinha, a marquinha!" Desde aquele dia sei que marquinhas de cadeira são melhores que marquinhas de biquini.

Em Florianópolis o Slacker só tem Ipanema.

Note: "quasars calling", IMUO (in my unassailable opinion) the best of Elton's songs, is entirely rooted in that experience.

Postado por Marcelo Rota em 12:22 AM | concupiscíveis | Comentários (4)

janeiro 21, 2006

MORREREI SEM ORGIA ÀS MARGENS DO VOLGA

Primeiro tenho que contar que Mojo morreu e, no submundo, foi recebido por -

ô.

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Internet is for pr0n. Nenhum computador, nem de desembargador (principalmente), resiste a uma busca por XXX e outras kws. Nenhum.

"Você", digo como um sargento ao destacar da fila um soldado para flexões, "você, dê-me o seu agadê para ser periciado!"

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Sou um ingênuo, um ingênuo e, mesmo se num engenho tivesse nascido e sido criado e lá passado toda a minha vida, não teria aprendido nada observando os animais. E veja que até Felicité, alma simples, un coeur simple, talvez o mais simples da história da literatura foi uma observadora atenta. Felicité, que bebia água dos charcos, assimilou a sabedoria sexual do gado.

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Eu sou aluno da Net. Um amigo meu, geekizão, borrifa a estátua de Onã com ascii. Eu não.

Não vou linkar para vocês o que aprendi com os russos. Um grupo de estudantes da Universidade Estadual de Novgorod, três de cada sexo, elas, ruivas, ruivas em flor.

"Vou morrer sem uma orgia às margens do Volga", repito isso todos os dias duas vezes por dia e, assim, cada vez mais, sossego a minha fúria contra a finitude radical do ser.

Postado por Marcelo Rota em 9:02 AM | concupiscíveis | Comentários (4)