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setembro 29, 2005
NÃO ME HOSPEDEM MAIS, POR FAVOR
Foi o meu chulé.
Postado por Marcelo Rota em 12:36 PM | Comentários (0)
setembro 22, 2005
SFLSDFLFSLFSLFSGJKJG
Enviou um torpedo para o celular da ex-namorada:
AMOR TE AMO RTE AMOR TEA MORTE
Postado por Marcelo Rota em 2:01 PM | Comentários (2)
setembro 21, 2005
VELHA POÉTICA
Ao meu lado há uma cadeira, sobre ela um livro do Manuel Bandeira, "Estrela da Vida Inteira". Ponho o livro sobre o regaço, abro e caio na página duzentos e noventa e cinco:
NOVA POÉTICA, o título
Não sei ler poesia, a não ser versos órfãos como linhas viúvas, mas o primeiro deste é bom:
Vou lançar a teoria do poeta sórdido.
O leitor fica esperando então o que seja a sordidez do poema.
Poeta sórdido:
Os dois pontos indicam que seguirá uma definição. Então vamos logo:
Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida.
Ah, "a marca suja da vida", o que seria? Joyce, James admirava a mancha marrom da calcinha de Nora pendente da bica.
Vai um sujeito.
Um sujeito, um sujeito tem esse nome por estar sujeito à vida (ou à morte, se quiserem variar a sinonímia) como um objeto estaria às mãos de um sujeito. Um sujeito na verdade é um objeto.
Saiu um sujeito de casa com roupa de brim branco bem engomada, e na primeira esquina passa um caminhão, salpica-lhe o paletó ou a calça de uma nódoa de lama:
Certa vez mostraram uma foto da tumba de Napoleão. A foto era margeada por duas grandes árvores entre as quais nada havia. Onde está Napoleão? Dois segundos mais tarde vi. Napoleão invisível no espaço entre as árvores que agora via menos como árvores do que como moldura.
Pois então: onde está a poça no verso de Manuel Bandeira? Melhor, qual a relação entre este parágrafo e o anterior? Pois eu digo: eles são as duas árvores de Napoleão.
É a vida.
Os itálicos, não esqueçam, são do Bandeira. Então a vida complementa os dois pontos que encerram o itálico anterior. Entretanto, "É a vida." é comentário ubíquo e coringa. Qualquer coisa pode ser a vida, até o espaço em branco entre os dois parágrafos que comparei com as árvores napoleônicas.
O poema deve ser commo a nódoa do brim:
Não: deve ser como a nódoa de Nora.
Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero.
A verdade dura, latejante e cheia de veias é que o leitor satisfeito de si não lê. Muito menos poemas. O leitor satisfeito de si ganha dinheiro e faz sexo. Por isso, eu, insatisfeito de mim, tampouco leio poemas: seria redundante como um pleonasmo.
Sei que a poesia é também orvalho.
[pigarro]
Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfas, as virgens cem por cento e as amadas que envelheceram sem maldade.
Acabou.
Postado por Marcelo Rota em 10:13 AM | Comentários (1)
setembro 17, 2005
ADLASDASDASLDASL
O frio me torna perverso. Esfrego as mãos gélidas, expresso involuntariamente uma vilania de desenho animado e observo as roupas íntimas da vizinha da frente secando na varanda. Não vejo a vizinha, mas, se metonímias são verazes, o conteúdo será bonito como o continente.
Postado por Marcelo Rota em 7:27 PM | Comentários (0)
setembro 14, 2005
TANSO
Estou em um lugar onde preciso ser autista: balançar o corpo para frente e para trás no ritmo do frio. E onde as pessoas falam "tanso". Houaiss considera a etimologia desconhecida. Um locus clássico no qual ela ocorre, segundo Guilherme, o hospedeiro, é Camilo Castelo Branco, "Amor de Perdição". Daniel Pellizzari, se me não enganas, memória mimosa, teria escrito e lançado ao fogo um romance com este título.
Eu gosto da palavra e espero que a ocasião certa me encontre para proferi-la sem nenhuma impostura, nua e crua, como um nativo o faria.
Postado por Marcelo Rota em 10:56 AM | Comentários (7)
setembro 13, 2005
GUGUDADÁ
Não gosto de últimas palavras. Entretanto, tivesse morrido no instante em que teclei o ponto anterior já as teria tido. Teriam sido melhores do que as de Napoleão: "Josefina". Ou mesmo do que as de qualquer soldado raso agonizando no campo de batalha. Todos dizem "mamãe". Aliás, o nome da minha mãe é Josefina.
Darwin, boiolesco, repetiu Aragon antes de entrar em uma caverna cheia de almas depenadas: "I'm not afraid to die."
Estou mais resignado com a morte do que em ter last words. Espero não dizer isso antes de morrer. Mas seria bom que transmitissem em cadeia nacional o seguinte: "Queria pedir desculpas a todos os imbecis que não ofendi".
Postado por Marcelo Rota em 6:43 PM | Comentários (0)
setembro 12, 2005
ASDKADASDKASDAK
Corinto estava sitiada, a população exercia a sua cidadania. Poliam armas, armavam barricadas, ninguém ficava parado. Diógenes, o cínico resolveu rolar o seu tonel de um lado para o outro. Mas não lembro. Talvez não seja Diógenes nem Corinto. Quem sabe Arquimedes em algum outro lugar. Ele contemplava seus círculos. Um soldado romano aproximou-se e exigiu-lhe empenho de guerra. Ora, não perturbe os meus círculos. Ah, foi morto o Arquimedes.
Fiquei em uma casa de praia uma vez junto com um grupo. Na hora de ir embora todos trabalhavam para deixar a casa como se ninguém houvesse estado lá. Deitei no sofá e fiquei lendo. A comunidade me perseguiu, queriam que varresse, limpasse privada e lavasse louça. Não vêem que estou lendo?
Postado por Marcelo Rota em 6:49 PM | Comentários (2)
ASDALDDLASFLDFHLJFJL
O Bairro Peixoto me deixou. Estacionado em Copacabana, dei a partida. Porém, acorrentaram o parachoque do Bairro Peixoto a uma árvore. A minha arrancada não foi suficiente para levá-lo junto comigo. Acelerei e quando olhei para trás, voava, a praça e os prédios ao redor estacionados. Eles nunca sairão de lá.
Postado por Marcelo Rota em 6:36 PM | Comentários (3)
setembro 4, 2005
RUY GOIABA
mora no meu coração.
Postado por Marcelo Rota em 9:58 PM | Comentários (2)
setembro 2, 2005
UMA AXILA EXPOSTA É O EMBLEMA DA
Talvez fique ainda mais tempo sem postar. Talvez o intervalo de tempo entre os posts seja encolhido. Não sei, tudo vai depender.
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Montaigne tinha uma medalha, de um lado o emblema de uma balança, de outro a inscrição "Que sais-je?". "Porra nenhuma" não seria uma resposta porque já seria alguma sapiência. Se tivesse um motto desses de cético uranista seria "tudo depende".
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Dizem que Deus não depende e é incondicionado. Outros discordam: "Deus é o cafetão da nossa credulidade". Mas eu não digo nada: "que sais-je?". E nem fui eu quem disse isso.
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"Deus para mim é a axila exposta da Sharapova, o braço erguido, punho cerrado." Também não fui. Por isso está entre aspas. Digo apenas que
uma axila exposta é o emblema da buceta.
Postado por Marcelo Rota em 3:55 PM | concupiscíveis | Comentários (0)