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março 30, 2005
SDFSDFSFSDFSD
Sonhei que
Ninguém conclui a leitura de uma frase iniciada como a anterior. Por isso não completei. Mas eu estava em um supermercado de Veneza e perguntei onde ficavam as gôndolas de pipoca de microondas. Italiana simpática me conduziu. Mas só tinha com Bacon.
Os jovens são todos débeis mentais, disse Bacon. Na verdade não: falou que youth is like the first cogitations, not so wise as the second. Eu tinha vinte anos. Francis Bacon, com a sirene ligada, era o gondoliere da minha ambulância náutica. A cada remada dizia uma frase de efeito.
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Também quando começam sentença com algo como "Segundo Kant" ou segundo quem quer que seja, desde que esteja morto e tenha sido sábio, desvio o fluxo dos meus pensamentos para mulheres peladas.
Postado por Marcelo Rota em 2:16 AM | Comentários (3)
março 29, 2005
HOHOHO,
disse o médico, vamos operar. Sem a cirurgia, ele morre. Com, são grandes as chances de obter-se o mesmo resultado. Então "vamos escrever qualquer coisa neste blog" é o corolário. Separando por asteriscos, fica mais fácil.
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Mas a porra se morre, disse Galileu, baixinho, sibilando entre os dentes, logo depois de retratar-se. Abjurar do que se sabe verdadeiro causa o pior tipo de recalque. Incurável.
Eu jurei que jamais abjuraria de algo sabidamente certo e exato. Porém, pagaram bem e abjurei disso também.
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Esta pessoa, O Procrastinador, tinha um despertador com Função Soneca, programada para retardar o alarme sempre em dez minutos. Arranque dez fios de cabelo e você não ficará careca, assim pensava ele. Quando acordou, certo dia, já tinha noventa anos e calvície. Apertou o botão da Função Soneca mais uma vez. Não funcionou. E teve uma parada respiratória. Regateou com o Despertador onipotente mais dez. Só mais dez, arfou.
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Havia uma alma dentro de mim. Você também deve ter coisas abantesmicamente obscenas no seu interior, caso acredite. Moro em um apartamento exíguo, o meu corpo, e nunca gostei de dividi-lo com ninguém, muito menos com ela, ainda que não ocupe lugar no espaço. Então ontem resolvi desencarná-la. Cheirei um pó de quinto elemento e espirrei-a para o além. Falam que quando o corpo morre, a alma sai voando por aí livre, não como um pássaro, mas como um fantasminha incolor e sem asas. Mentira: desde que, no aquém, fiquei livre da minha, desvencilhei-me dos grilhões que me prendiam a um mundo que, sem gravidade, agora não possui mais nada a frear meus ímpetos aéreos. O corpo flutua.
Postado por Marcelo Rota em 3:21 AM | Comentários (0)
março 3, 2005
ASLDADLASDLA
Vou escrever um post só para abortar uma questão com vocês. Pronto.
Postado por Marcelo Rota em 2:14 AM | Comentários (6)