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agosto 31, 2004
ADKASDASKDASLDA
O cúmulo do tédio é dirigi-lo, tê-lo com a própria Internet, esta entidade abstrata do conhhecimento, vast accumulation though it be. Fácil entediar-se na repetição. Na diversidade babélica e estroboscópica é ato herócio da psicologia.
Antes eu babava zapeando entre os canais da TV, agora é com o StumbleUpon. Uma vez também em público, durante um vôo Brasília-Rio, quando o sono me fez excretar saliva com a boca aberta. Esta baba aqui não é assim, entretanto. Tem a discrição confortável de ser apenas simbólica. A Internet me enche.
É este teto majestoso, aquele do Hamlet, fretted with golden fire e que, todavia, parece uma congregação pestilenta de vapores.
Postado por Marcelo Rota em 11:16 AM | Comentários (3)
agosto 29, 2004
ALADKADIR
Alguém já disse que o atentado contra o maratonista brasileiro foi o nosso 11/09?
Sei lá, achei que alguém já havia dito isso.
Postado por Marcelo Rota em 6:30 PM | Comentários (1)
agosto 28, 2004
LARIFILIOEMNOT
Tristam Shandy, personagem digressômano de Sterne, na empresa de narrar, direitinho, do princípio ao fim, sua vida, só chega ao próprio nascimento no terceiro volume. Ao final, conclui que o dispêndio de tempo é maior para contar do que para viver a vida.
Mas, sei lá, fico sempre com a triste impressão, quando leio a seção de obituários dos jornais, que nenhuma vida vai além daquelas linhas.
Linhas que o morto acharia avarentas, mas que o redator, com justiça, julga exatas.
Postado por Marcelo Rota em 11:58 AM | Comentários (0)
agosto 27, 2004
O MENOR NÚMERO INTEIRO POSITIVO NÃO DESCRITÍVEL EM MENOS DE TREZE PALAVRAS
acabei de descrevê-lo no título com 12 palavras.
E, todavia, é evidente que existe este número. Afinal, é finito o número de sentenças com menos menos de 13 palavras e, da mesma forma, o sub-conjunto delas que especifica inteiros positivos. E depois do último ordinal, quer dizer, do maior inteiro deste conjunto, vem, já fora dele, o tal do "menor inteiro bla bla blá".
Todavia, todavia, todavia, o título mata-o com doze. E agora? Em primeiro lugar, antes de dar um tiro na cabeça para ver o que acontece, quero dizer que este é conhecido como o Paradoxo de Berry, assim batizado por Bertrand Russell, que é, entretanto, o genuíno formulador deste paradoxo. Ele apenas atribuiu-o a Berry por modéstia, bondade ou por não querer ver novamente seu nome na história das ciências formais colado a uma antinomia, argh. Sinal de que Lord Russell, sempre ateu e muitas vezes cético quanto ao mundo exterior, na verdade acreditava que este permaneceria mesmo depois da desagregação da sua mente.
Cheers for you, Lord Russell, wherever you are not, directly from my (material, naturally) conscious self, a lonely inhabitant of the external world, at least the one external to your mind, Lord Russell.
"Esse negócio de auto-referência me dá uma fita de Möbius na cabeça", teria dito Epimênides, o Mentiroso de Creta. A verdade, entretanto, é que esta frase, muito boa e witty, não é dele e tampouco minha.
De quem é, hein? Quem adivinhar ganha um tiro na cabeça dado pelo seu Eu futuro.
Postado por Marcelo Rota em 6:58 PM | não há nada além | Comentários (5)
agosto 26, 2004
NOMES E NUMES (II)
O Torben, filho de Prebem e irmão de Axel e de Lars, acaba de ganhar uma medalha de ouro para Niterói. Parabéns ao mozart.
Postado por Marcelo Rota em 11:45 AM | Comentários (1)
agosto 25, 2004
ÀS VEZES, COMO EVA NASCIDA DA COSTELA DE ADÃO, UMA MULHER NASCIA DE UMA POSIÇÃO FALSA DE MINHA COLCHA
Adormeço vendo televisão.
Comecei a acordar com uma soldado brasileira, escondida atrás de um coqueiro, chorando abraçada à sua assault weapon. Concluí com uma triatleta brasileira que havia levado um tombo da bicicleta e, portanto, estava fora dos jogos olímpicos, Atenas 2004.
Longtemps, je me suis couché de bonne heure. Parfois, à peine ma bougie éteinte, mes yeux se fermaient si vite que je n'avais pas le temps de me dire : « Je m'endors. » Et, une demi-heure après, la pensée qu'il était temps de chercher le sommeil m'éveillait ; je voulais poser le volume que je croyais avoir encore dans les mains et souffler ma lumière ; je n'avais pas cessé en dormant de faire des réflexions sur ce que je venais de lire, mais ces réflexions avaient pris un tour un peu particulier ; il me semblait que j'étais moi-même ce dont parlait l'ouvrage : une église, un quatuor, la rivalité de François Ier et de Charles Quint.
Postado por Marcelo Rota em 11:15 PM | Comentários (0)
agosto 24, 2004
UNKULUNKULU (DIRECTOR'S CUT)
Unkulunkulu, o Vetusto, é para os maruba o Criador. Unkulunkulu veio, rompendo a casca como um pintinho, do Ovo Cósmico. Segundo outros, entretanto,
porque nestas teogonias há sempre uma segunda opinião, como a dos médicos
...Unkulunkulu era os juncos. E dos juncos que ia vergando, dobrando, entrelaçando-os, como o mágico medíocre que faz poodles com bolas de encher, fez homens, fez mulheres, fez outros juncos, savanas, nuvens, guepardos, até que finalmente fez o Etc.
Um dia chegou o Antropólogo Interventor e disse que aquilo era bobagem. Que Unkulunkulu era coisa que seus ancestrais haviam botado em suas cabeças. Eles concordaram: Como não? Foi isso mesmo.
Unkulunkulu não existe, disse com mais clareza o Interventor.
Como não? Existe sim: olha ele aqui nessa mandioca.
O Interventor coça a cabeça e coloca a pontinha da língua para fora enquanto pensa.
Veja bem: se Unkulunkulu existe.... faz uma pausa antes de concluir com jeitinho sagaz: Então quem criou Unkulunkulu?
Ele veio do Ovo!
E o Ovo veio de onde?
Unkulunkulu botou o Ovo!
Mas como poderia ter botado o Ovo se ele ainda não existia? A-rrá! Got ya!
Unkulunkulu pode fazer estas coisas, silly.
... disseram antes de amarrarem-no e prepará-lo para o ritual. Foi assim: cortaram-lhe o pênis, as pernas e os braços, e, só tronco, jogaram-no na vala pululante de mambas negras.
O pênis, as pernas e os braços foram usados na feitura de mais um totem de Unkulunkulu, que gostou e aprovou tudo. Aquele foi um ano de fartura para os maruba.
No ano seguinte chegou o Antropólogo Bonzinho e disse que aquilo tudo era bom, que eles estavam muito certos em acreditar em Unkulunkulu se os ancestrais lhes haviam dito que Unkulunkulu existia, mesmo que houvesse controvérsias e uns dissessem que Ele teria vindo do Ovo, outros, que Ele era os juncos e que "no princípio eram os juncos" e que tudo veio de lá. E que, entretanto, ele, Antropólogo Bonzinho, não acreditava em nada daquilo, afinal, ele não era um dos maruba.
Você está errado em não crer, disseram-lhe então.
Sim, para vocês eu estou errado, respondeu-lhes colocando um itálico no vocês.
Foi do itálico que eles não gostaram nem um pouco:
Não!, gritou o Bonzinho antes de ser...
Postado por Marcelo Rota em 7:21 PM | Comentários (1)
agosto 23, 2004
CUNNILINGUS IN N0RTH K0REA
Unkulunkulu, o Vetusto, é para os maruba o Criador. Unkulunkulu veio, rompendo a casca como um pintinho, do Ovo Cósmico. Segundo outros, entretanto,
porque nestas teogonias há sempre uma segunda opinião, como a dos médicos
...Unkulunkulu era os juncos. E dos juncos que ia vergando e dobrando como o mágico medíocre que faz poodles com bolas de encher, fez homens, fez mulheres, fez outros juncos, savanas, nuvens, guepardos, até que finalmente fez o Eticétera, sua obra-prima.
Postado por Marcelo Rota em 11:25 PM | Comentários (0)
ALDASLDADLA
A dos Santos perdeu porque foi brasileira demais, brasileirinha, anão, negro e mulher, e amarelou, da cor da medalha que perdeu. É preciso ser pouco brasileiro para vencer, e o ideal mesmo é não ser. Como o Robert Scheidt, cujo nome dá o seu grau de brasilidade.
Dedico este post a Waldir Azevedo e Elton.
Postado por Marcelo Rota em 4:39 PM | Comentários (6)
agosto 21, 2004
SOB PRESSÃO, RELATOR MANDA SUSPENDER INVESTIGAÇÕES
O post pretendido teria começado assim:
"A fé é uma incerteza objetiva entendida por uma certeza subjetiva." Entretanto, não se pode ter nem in-, nem certeza objetiva, já que ´certeza´ é termo que descreve uma condição psicológica e, ipso facto, subjetiva. Sim, sim, estou sendo chatoboy ao exigir um rigor terminológico que não é pretendido pelo autor. Então, serei elástico nesta segunda interpretação. Evidências são indisponíveis para a fé. Ou você, seu babaca, acha que Deus é a mente criminosa que, ao ter perpetrado o mundo, fez depois tudo para esconder Sua autoria, deixando, entretanto, algumas marcas que os mais sensíveis dentre nós podem descobrir e delas inferir o Assassino?
Mas:
osrecursosdevendadoprosexsãorevertidos
paraosprogramassociaisdesaúdereprodutiva,
organizaçãosemfinslucrativos.
Postado por Marcelo Rota em 11:19 PM | Comentários (1)
NOTINHA PARA MIMSELF (2)
Das atletas olímpicas em versão shoxortinho (evitei a duplicação do ´x´ no início para ficar menos obsceno), como as do vôlei de praia e as corredoras do atletismo, as brasileiras são as únicas, as únicas, que trazem o nome do país estampado na bunda.
Postado por Marcelo Rota em 4:59 AM | notinhas para mimself | Comentários (0)
agosto 20, 2004
SOBRE A FRASE "QUERO DEIXAR UMA MARCA NESTE MUNDO"
Ray Kroc, o fundador do McDonald´s, quando morreu em 1984, deixou uma, o ´M´ amarelo. Steve Jobs, da Apple, deixará a maçãzinha vermelha.
Postado por Marcelo Rota em 7:04 AM | Comentários (0)
agosto 19, 2004
NOTINHA PARA MIMSELF
Não foi Sêneca quem disse que as coisas boas que pertencem à prosperidade devem ser desejadas, e as que pertencem à adversidade, admiradas?
Não interessa quem disse, jamais interessa "o quem" só "o que". No caso em tela:
Pára de reclamar, zé mané, e vai trabalhar!
Postado por Marcelo Rota em 1:41 PM | notinhas para mimself | Comentários (0)
agosto 18, 2004
Y0UNG-HAE CHANG HEAVY INDUSTRIES PRESENTS
Como eu dizia ao Adriano messenger, Samsung means to come... não clique ainda, pois é preciso antes ligar as caixas de som e esperar anoitecer para apagar todas as luzes, a não ser a da tela do seu monitor, que, se for um samsung como o meu, não fará diferença alguma,
não clique ainda
como eu dizia ao Adrian, que foi quem mo apresentou, Samsung means to come (NÃO CLIQUE!) foi o melhor livro que li, a melhor música que ouvi e o melhor filme que vi este ano.
A única coisa a lamentar é que os livros, de que tanto gosto, inclusive este que leio agora, um dos discursos edificantes de Kierkegaard, "A Pureza de Coração é Desejar Apenas uma Coisa", certamente no porvir serão desfolhados pela eólica fúria do harmatã inquieto dos Novos Tempos.
Father in heaven! What is google without Thee! What is all that google knows, vast accumulation though it be, but a chipped fragment if he does not know Thee! This is a stroboscopic world and may Thou grant men perseverance to will only one thing.
Pronto. Agora, se já estiver escuro o bastante, podem clicar.
Postado por Marcelo Rota em 4:54 AM | Comentários (5)
agosto 17, 2004
SALAASLDSADLA
Então ela disse que kisses are a better fate than wisdom. Mas ele não sabia inglês.
Postado por Marcelo Rota em 7:33 PM | Comentários (0)
DO GERADOR DE FRASES DE EFEITO
É mais sábio parecer mais sábio do que se é do que parecer menos sábio do que se é.
Postado por Marcelo Rota em 12:09 AM | Comentários (101)
agosto 16, 2004
OLI
Gosto da natação, da feminina apenas. Apenas do momento em que as nadadoras são apresentadas e levantam as mãos para acenar para a platéia. Menos das chinesas, mais das australianas. Mais ainda das holandesas.
Não sei se já repararam, mas, para quem não, o assunto aqui é axilas. Heidegger teria dito sobre elas que é aquela parte do ser em que o jogo do desvelar-velar torna-se mais in-tenso. É isso o que fico observando nas nadadoras.
Braços são ótimos porque ampliam o raio de ação das mãos. São excelentes porque, conectados ao tronco, formam a admirada concavidade.
Era para ter escrito um daqueles poemas publicitários, tipo o MUDE da Fiat. Ou aquele que mostra o Robert Scheidt e vai dizendo coisas sobre o mar de uma maneira solene. O mar é isso, o mar é aquilo, as ondas... Mas o meu seria para comercial de desodorante, claro. Não sei como ninguém ainda descobriu o meu talento de redator publicitário. Contratem-me, vamos.
Postado por Marcelo Rota em 4:47 PM | Comentários (7)
agosto 14, 2004
STUMBLE UPON ME
Obrigado, Elton.
Postado por Marcelo Rota em 1:33 PM | Comentários (1)
agosto 13, 2004
PARA QUEM TINHA CURIOSIDADE...

ou seja, ninguém, aí estão minhas mãos, meus cigarros, meu teclado, enfim, minha querida mesa de trabalho.
Postado por Marcelo Rota em 7:40 PM | cigarro | Comentários (9)
MELHOR ESCREVER LOGO ESTE POST
A minha utopia preferida é a farmocrática. Veja só: um grupo de cientistas do National Institute of Mental Health dos EUA conseguiu, através de técnicas de biologia molecular, transformar chimpanzés procrastinadores e vagabundos vocacionais em workaholics. Eles localizaram um gene em determinado circuito cerebral que participa do processo de aprendizado por recompensa. Suprimiram temporariamente o gene e os macaquinhos começaram a puxar alavancas desesperadamente, mesmo sem ganhar nada com isso. É porque, sem o gene,
Ah, vou parar de explicar. Isso é muito chato. Mas está ligado a receptores de dopamina. Sempre quando a gente termina um trabalho a gente tem um sensação de alívio, né vero? Pois é, é por causa da descarga de dopamina que sobrevém à conclusão da tarefa. Os procrastinadores recebem a dopamina mesmo durante o ócio, sendo este o motivo de adiarem principalmente aquelas tarefas de longo prazo.
Flanando por Copacabana, a mendigolândia, vejo muitos deitados na calçada. E olho para o olhar e sempre vejo uma felicidade morta, aquela dos que estão, por decisão própria, fora do sistema produtivo. Agora sei que é o olhar da dopamina e de quem procrastinou a própria vida, talvez para uma outra futura, caso eles acreditem nisso, ou para o nada, como eu acredito e é o que é verdade.
Os mendigos são a vida horizontalizada, por isso estão quase sempre deitados, observando as pessoas verticais, nós, seres deambulantes, indo ou vindo de algum lugar, tendo feito ou indo fazer alguma coisa.
A minha utopia preferida é a da Farmacocracia. Teríamos que ir uma vez por semana à Unidade Local de Controle Farmacopedagógico onde Oficiais da Saúde ministrariam a dose da substância necessária para o que o Comitê de Planejamento Político e Social espera que façamos aquela semana: trabalhar, dormir, ver televisão, fazer sexo, entrar em depressão, etc.
Postado por Marcelo Rota em 2:35 PM | Comentários (1)
agosto 12, 2004
DE COMO A FEMINILIDADE NÃO PODE SER LUDOPÉDICA
Postado por Marcelo Rota em 8:14 PM | Comentários (0)
BUNDA! BUNDA!
Mari Bunda, with her two boys on the back seat, drove into town to pay the weekly visit to Grandma Bunda. The boys, the devil incarnate, were brought just to make grim grandma grunt and grin again. Mari, a brazillian married to the American Tom Bunda, has taught her sons the meaning of their last names. She was never fully convinced she should adopt her husband’s name. And the bundinhas loved to say "bunda! bunda!" while pointing to granny´s ass.
Postado por Marcelo Rota em 3:29 PM | Comentários (0)
agosto 11, 2004
ASDASDASDASDASDAS
Mais um dia inútil: tentando descobrir o Eterno no homem e só vendo mais um dia passar. O probl
"Pai, quanto tempo leva uma batata grande no microondas?"
"Cinco minutos."
"É grande e sem casca..."
"Cinco minutos."
"Pai, vem cá botar."
(...)
Senta novamente
Onde eu estava? Ham: o mais próximo do eterno, e aqui já uso minúsculas, a que se pode chegar é a reprodução. Ao menos é como tem funcionado há dois milhões e quinhentos mil anos. Pode não ser uma eternidade, mas não são dois dias. A gente engana a morte tendo filhos.
Postado por Marcelo Rota em 10:08 PM | Comentários (1)
agosto 10, 2004
ADLASDASLDASLD
O casal de judocas morreu em queda livre da sacada em dias subseqüentes, ela anteontem, ele hoje. Ela, supostamente empurrada por ele, ele talvez empurrado por ele próprio e pelos remorsos por tê-la empurrado. Ele não queria deixá-la ir para a vila olímpica, por causa daqueles machos anabolizados todos que há por lá, principalmente a Edinanci.
Então discutiram. E na Grécia, segundo a notícia me conta, é comum que casais de namorados, e imagino que casados mais ainda, e de lutadores mais mais mais além, briguem durante discussões aos socos e pontapés, como em um filme do Bergman. Para exemplificar, confiram em "Cenas de um Casamento" o marido chutando a esposa caída no chão. A Suécia, inclusive, pleiteia Brigas de Casais como modalidade olímpica. E Copacabana, grande aglomerado urbano de travestis e suicidas, o base jump sem pára-quedas do décimo andar. Quem aterrissar em um transeunte inocente recebe bonificação.
Ah, sim: a judoca grega não vai mais participar dos Jogos Olímpicos. O namorado já não iria mesmo, daí o ciúme. E os jornais brasileiros manchetaram "TRAGÉDIA GREGA" em seus cadernos esportivos.
Postado por Marcelo Rota em 1:16 PM | Comentários (2)
agosto 9, 2004
PIONEIRISMO
Otto Lilienthal, autor de "O Vôo dos Pássaros como Base da Aviação", construiu uns planadores supimpas, feitos de bambu e com design de albatroz, como aquele sem senso de orientação de "Bernando e Bianca".

Otto pulou com um destes de uma altura de vinte metros. Caiu verticalmente, uma pedra, um mosh espetacular e sem platéia amortecedora, morreu. A aviação deve muito a ele.
A moral é que aprender com os erros dos outros é melhor do que com os nossos. Se você vai fazer alguma coisa que ninguém jamais fez, peça para alguém fazer antes. O Cemitério dos Pioneiros tem em suas sepulturas apenas gente que morreu cedo.
Outra coisa:
A Primeira Lei de Pepê (ou de Ícaro, tanto faz): é melhor fracassar em arte e nas humanidades do que em ciência, tecnologia, esporte ou circo.
Postado por Marcelo Rota em 9:18 AM | Comentários (0)
ENLACE
Em breve, a melhor cobertura das Olimpíadas, inclusive a da Edinanci e da dos Santos, aqui no pontinho.
Postado por Marcelo Rota em 8:39 AM | Comentários (0)
agosto 7, 2004
CRENDICES
As duas crenças que me são mais caras. Primeiro, a das serpentes de Mohr, que durante a noite rastejam para o quarto onde o recém-nascido dorme com a mãe. E, ao mesmo tempo em que sugam o leite do peito dela, introduzem o rabo na boca do bebê. A segunda é a de Deus.
Postado por Marcelo Rota em 12:32 PM | Comentários (2)
MAIS QUALIDADE PELO MELHOR PREÇO
Isto aí está na embalagem dos SALDADINHOS DE PIMENTA da Sendas, indústria brasileira, peso líquido 90 g e tal. Além disso, comprei no supermercado o que chamam por aí de Zeca Pimenteira. Quer dizer, não sei bem se é esse o nome, mas foi o que meus ouvidos meio surdos em botânica ouviram de alguém. Vem em um vaso preto de plástico, são pimentas ornamentais e, se regá-las todos os dias, brotam em frutinhas vermelhas.
Um amigo certa vez me disse que desistiu do seu blog (e era um blog de muito sucesso) porque o via como uma plantinha da qual todo dia precisava cuidar. Pois então: a minha Zeca Pimenteira é como um blog.
Com os salgadinhos de pimenta é assim também, precisam de líquido. No meu caso, sua ingestão é alternada com a de coca-cola.
Eis o princípio ético, universal e incondicionado, tão buscado por filósofos, já há muito sabido por destemidos publicitários: mais qualidade pelo melhor preço. O que mais o outro pode esperar de nós na nossa relação com ele?
Santo Agostinho conta nas Confissões que roubava jambo da árvore do vizinho -
não lembro se era mesmo jambo, mas digamos que seja...
roubava mesmo sabendo que no seu próprio quintal havia um jambeiro ainda mais opulento. Roubava por capricho. Eu como salgadinhos de pimenta não porque sejam bons, mas porque ardem no céu da boca e então a coca-cola fica melhor. Os pecadores talvez o sejam apenas pelo prazer da confissão e contrição subseqüentes. O Cristianismo firmou suas bases no mundo por causa deste mecanismo presente na psicologia dos homens. O Brasil, descoberto porque portugueses queriam chegar às Índias, onde então comprariam pimenta-do-reino para vendê-la mais caro a europeus ávidos por uma degustação ardida. A vida é vasta e linda em sua mesquinharia.
Postado por Marcelo Rota em 10:39 AM | Comentários (0)
OLFATO
Cada pessoa que participava do experimento tinha que cheirar o conteúdo de dois frascos. Antes disso, o auxiliar do cientista lhes dizia que em um havia queijo e no outro, cocô. Mas era mentira: havia cocô nos dois. Cinquenta pessoas cheiraram. Importa notar que 31 delas emitiram o juízo olfativo errado: o do queijo. Era tudo cocô, lembram?
Com isso, o cientista corroborou a sua hipótese, de que o cheiro está na mente do cheirador e não na coisa cheirada.
Entre os que participaram do teste, que pagava 20 dólares para seus voluntários, estavam ele e ela. Conheceram-se ali e apaixonaram-se. Planejaram filhos. E como eram belos os dois!
Sete meses depois, ela pela primeira vez pediu que ele usasse desodorante. Ele, que ela escovasse os dentes antes de beijá-lo pela manhã. Separaram-se.
Postado por Marcelo Rota em 5:29 AM | Comentários (3)
agosto 4, 2004
NOMES E NUMES
Antigamente, eu produzia posts assim. Assim como o que vocês verão na extensão desta entrada. Aqui neste espaço de introdução -
... vejo que permaneço com a idiotia lúbrica de há três anos, pois não posso escrever “espaço de introdução” sem que associações mórbidas tomem conta.
Aqui neste espaço de introdução queria dizer que escrevia estas coisas para ganhar audiência. Nunca consegui. E que, hoje, três anos depois, uma das pessoas citadas no post, no post cuja maioria dos links quebraram, esta pessoa escreveu um comentário.
Javi Boceta
Email: jbuceta@naopodem.saberoresto.com
IP: adsl-67-127-140-204.dsl.sndg02.pacbell.net
I guess I should thank you for including me in your web page... If you had a last name as funny as mine I will include yours too, but... Cheers! JAVI
Simpaticuzinho o Buceta, não? Levou na boa.
Uma entrevista com Maria Rosa Boceta, embaixadora da Espanha na Costa do Marfim.
Que tal ser auditorado por Boceta? Confira na página da firma Boceta, Macon, Workman & Associates.
Você já viu boceta? Ele, jogador de futebol, meio-campista, parece que sim. Veja então a entrevista com Javi Boceta.
Mas se você gosta de ‘u’ nela, há o doutorando em física Javier Buceta.
Janna Porra, PhD.
Oi, o meu nome é Peggy Bunda.
E pra encerrar, uma porra de receita.
Postado por Marcelo Rota em 10:28 PM | Comentários (6)
PAU NO LEMINSKI
Cada verso com sua cocada
Cadafalso com seu cadavérico
Postado por Marcelo Rota em 2:00 PM | Comentários (1)
EU GOSTO DESTE PERÍODO
"The immensity didn't include them; but if he had an idea at the back of his head she had also one in a recess as deep, and for a time, while they sat together, there was an extraordinary mute passage between her vision of this vision of his, and her vision of his vision of her vision."
Vocês não? Sim, há um rococó lógico. Entretanto, vê-se que é exato e justo. Há uma metareciprocidade confusa e fervilhante entre as pessoas. Eu olho para ela olhando para mim olhando para ela. Silêncios infinitos em menos de um segundo.
Falando em silêncios, nada há pior para um escritor do que o inefável, ou melhor, do que a declaração de inefabilidade. Se em algum parágrafo descritivo no início de um livro encontrar algo como "sensação indefinível", "movimento imperceptível", "palavras são insuficientes para", fecho e jogo fora. Se for no final e, até então estivesse adorando, inverto a opinião, fecho e jogo fora. "Não tenho palavras" é coisa de testimonial do Orkut.
Os piores silêncios são descritíveis. O inefável não existe. akldjalkajlkadjalkdjas.
Postado por Marcelo Rota em 12:22 AM | Comentários (4)
agosto 2, 2004
(QUANDO COMEÇAM AS OLIMPÍADAS?)
Detesto livros despretensiosos. Então por que escreveu?
Postado por Marcelo Rota em 10:46 PM | Comentários (5)
ASLDLASDLASDLAS
A pessoa morre e, se tem um blog, não é porque morreu que deixa de tê-lo: apenas não poderá mais atualizá-lo. As visitas, entretanto, decuplicarão. Posts de recém-mortos são tão importantes e divertidos quanto sorrisos de bebês.
Postado por Marcelo Rota em 11:58 AM | Comentários (5)
agosto 1, 2004
LKLKKKLKJ
Eu fico preocupado com os meus óculos quando sei que, segundos antes de dormir, larguei-os no chão ao lado da cama, onde podem sofrer pisões horríveis. Os óculos são parte do corpo de quem os usa, mas, como são parte destacável, quando estão fora fico tenso e preocupado como me preocuparia com minha mão esquerda, se ela saísse para comprar cigarros. Sim, um mundo maravilhoso este em que nossas mãos, do corpo destacáveis mas fiéis, fazem-nos favores na rua, onde encontram outras mãos, de outras pessoas, e as cumprimentam com um aperto e flertam, esquecem do tempo, da missão para a qual haviam sido destacadas, ficam namorando em algum corrimão
Bom, mas é isso, sonho preocupado com os óculos quando sei que antes de adormecer não lhes assegurei local protegido. Esta é a razão de ocasionalmente preferir dormir com eles no rosto. Os sonhos são mais claros e coerentes assim.
Postado por Marcelo Rota em 12:24 PM | Comentários (4)