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fevereiro 2, 2007

queremos a pureza e a sensualidade dos karamazovi

  1. Dostoievski não me faz escrever melhor mas me faz querer ser uma pessoa melhor.
  2. Borges, filosofia fictícia, ele, ficção filosófica.

  3. Sua obra é a de um existencialista cristão.

  4. Existencialista cristão como Kierkegaard, como Kierkegaard, ficção filosófica; mas, ao contrário de K., explicitamente ficcionista. Ao contrário de D., K. é explicitamente filósofo.

  5. Será que posso falar em filosofia romanesca a respeito de Dostoievski? Posso sim.

  6. A vantagem da filosofia romanesca sobre a filosofia period: poder usar argumentos ad hominem. Gostaríamos de considerar apenas argumentos e não pessoas e, desta forma, aceitar apenas argumentos ad rem. Todavia, uma pessoa vale não os seus argumentos, mas o modo como vive as suas crenças que, ocasionalmente, são sustentadas por argumentos. Viver o que se professa é mais importante do que o que se professa. Não deveríamos tolerar o espaço entre o sistema de crenças organizado por argumentos e a ação. Ninguém é o que acredita se a crença é inerte e em contradição com o que se vive e existencializa.

Postado por Marcelo Rota em fevereiro 2, 2007 4:27 PM

Comentários

"Borges, filosofia fictícia, ele, ficção filosófica."

Vim reler esse post, assim que terminei a leitura do conto "Menard, autor do Quixote". Vixe, que masturbação é aquilo!

Postado por: Marcio em agosto 11, 2007 8:53 AM

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