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abril 27, 2006
AS MIDINETTES DO RIO SUL
A elas recorro para aplacar meu
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palavra merecedora de uma linha exclusiva, mas tímida como uma lacuna. Mas então: saio de casa e, poucos passos depois, já estou no shopping Rio Sul, carregando o meu ar indolente, a tristeza no fundo das minhas pupilas. Logo aparece a primeira midinette, vestidinho cor-de-rosa que, com uma autoridade policial, coloca-se diante de mim e desfere o golpe que explode no meu rosto. Em seguida, já formaram uma fila maior do que a do caixa-eletrônico de onde as observo e, uma após outra, até aquela com pele de magnólia
o que é estranho, pois estamos no verão do Rio de Janeiro,
projeta o punho, onde resplandece uma pulseirinha com o seu nome gravado, contra o meu nariz. Uma variedade torvelinhante de midinettes, axilas raspadas, perfume, pernas, incontáveis seios, todos aos pares, todos com mamilos no centro, todas me estapeando.
O suficiente para que eu retorne para casa feliz.
Postado por Marcelo Rota em abril 27, 2006 5:47 AM | antigo blogauti | concupiscíveis