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abril 24, 2006

CHATO CHATO (E CHATO)

Acho que vou citar alguma coisa. Que tal isso?

I do not care for anything. I do not care to ride, for the exercise is too violent. I do not care to walk, walking is too strenous. I do not care to lie down, for I should either have to remain lying, and I do not care to do that, or I should have to get up again, and I do not care to do that either. Summa summarum: I do not care at all.

Quer dizer, o cara é um chato.


E "chato" é uma palavra que deu a volta semântica ao mundo. Chato primeiro foi achatado como uma panqueca. Chato depois virou os bichinhos da doença venérea, certamente porque eles são achatados. E depois chato virou chato, a pessoa insistente, reclamona, porque ela incomoda como chatos nas zonas pubianas. O chato, me dizem, é um inseto cosmopolita, exatamente como os chatos.

Lamento o arredondado e gravitacional e sinto falta do mundo chato, quando os chatos e loucos de então, atraídos por um magnetismo suicida em direção às bordas da panqueca, caminhavam autômatos rumo ao horizonte. E encontravam o final do mundo chato, o abismo; e aí era só cair. O mundo chato era legal.

Postado por Marcelo Rota em abril 24, 2006 6:03 AM | não há nada além

Comentários

acho mesmo assim que o Sette Câmara não se incomodou com este post

Postado por: xyzk em abril 25, 2006 10:49 AM

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