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abril 8, 2006

NO MAY BEETLES CAN BE HEARD IN THE LIME GROVE

"É só ver as expressões faciais: ainda que sejam em certa medida dependentes do seu suporte físico (tamanho e forma do nariz, dos lábios, cor dos olhos e traços faciais em geral), possuem um espaço de criação que é bem mais amplo do que aquele efetivamente usado pela pessoa no decurso da sua existência. Usamos um estoque de, por exemplo, olhares e sorrisos bem restrito. Você que está me lendo certamente possui uma maneira de sorrir a qual sempre recorre em determinadas situações.

O ator, porém, é um tipo especial de pessoa, aquele que busca explorar todo o espaço da dinâmica muscular da face. Ao contrário do homem comum, que reage automaticamente e sempre com o mesmo modelo de expressão a cada situação, o ator é dono dos seus músculos faciais e é capaz de orientá-los de acordo com a expressão que tenciona produzir. O homem comum tem no seu rosto uma orquestra que é regida pelas situações que lhe são apresentadas na vida; o ator é o maestro, seus músculos faciais a sua orquestra, e para ele não há situações reais, mas apenas as criadas por ele próprio.”

(Julian Drom – “Cantor and Diderot: the mathematics of drama theory”)

Postado por Marcelo Rota em abril 8, 2006 3:20 PM | antigo blogauti

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