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abril 11, 2006
RISK FACTORS FOR DENTAL FLUOROSIS IN PEDIATRIC DENTAL PATIENTS
1.
Era a época das cáries, e dos dentifrícios fluoríticos para combatê-las. Tive algumas. Talvez porque comia muita bala juquinha. Foi então que conheci Sheila, a dentista, que tanto me fazia sofrer. Ela tinha uns trinta anos e, como ainda não havia aquelas luvas higiênicas, podia sentir a sua pele na minha boca.
2.
No pátio da escola, jogando futebol, driblei um adversário que então, vencido, deixou o pé na minha frente. Na minha frente eu deveria ter colocado as mãos quando ia caindo, mas nem. Fui de boca no chão. Coloquei o dente no bolso e fui para a enfermaria do colégio. A primeira coisa que perdi na vida, o meu sorriso.
3.
Hoje em dia, o declínio da incidência de cáries na população coincide com o aumento da fluorose dentária. O flúor, herói da Sheila, minha primeira dentista, pode ser perigoso, segundo o Doutor Salgado, que cuida da dentição da minha filha. Ela ainda não sabe disso, mas, quando estiver levando os seus ao dentista, daqui a uns quinze anos, vai descobrir, como eu, a lei que poderia ser formulada assim: o futuro, sobre o qual somos tão ignorantes, tem sempre mais ciência que o presente, que tão bem conhecemos. Mas, se quisermos fazer a inversão, assim: o presente, que a gente conhece tão bem, é sempre mais ignorante que o futuro, que a gente tanto ignora. Ou, de modo mais econômico: o tempo passa. Última variação: refrescância, hálito puro, máxima proteção anticáries e dentes brancos? A vida é mais complicada do que colgate.
Postado por Marcelo Rota em abril 11, 2006 11:41 AM | antigo blogauti