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outubro 27, 2005
"OS TESTÍCULOS DO TITIO"
Esse era o título do conto que inscreveu em um concurso de nanocontos. Seu nome era Carlos ou Carlúnculo, sua condição era a de anão. Seu conto era assim:
Papai casou com a mamãe grávida de mim. Ele, quarenta e oito, ela, dezoito. Hoje tenho dezessete e, façam as contas, a minha mãe, trinta e cinco. Tenho ainda duas irmãs, uma dois e outra quatro anos mais nova do que eu. E parem de fazer contas, por favor, pois a minha mãe, eu a vi hoje de joelhos na casa do meu tio Haroldo, irmão caçula do meu pai. Meu tio, com papai sempre em viagens de negócios, sempre cuidou de mim como um pai.
O espelho na parede do quarto do tio Haroldo mostrava a minha mãe ajoelhada. Escorreram bebês, milhões de bebezúnculos, pelo lábio inferior de mamãe. Será que eu poderia ter sido um deles?
Carlão, que não é anão, é o filho de Carlúnculo. Um dia Carlão est
Fiquei com preguiça de terminar.
Postado por Marcelo Rota em outubro 27, 2005 6:35 PM
Comentários
"Carlúnculo" me lembra "Junículo", como chamavam aquele jogador de futebol para-anão.
Postado por: Elton em outubro 28, 2005 7:52 AM
Putz!
Postado por: Ana Banana em outubro 28, 2005 10:16 AM