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agosto 18, 2005
BU
Ah, os motoristas de táxi fazem dormir meus instintos mais primitivos.
Do Santos Dumont ao Bairro Peixoto foi a corrida. O taxista faz frilas como churrasqueiro dos seus colegas de profissão. Naquela noite o barbecue seria atrás do MAM. Diga-se entre parêntesis, nunca soube existir algo atrás do MAM. A transição do primeiro assunto, o churrasco, para o segundo, que teimarei em não declinar, foi uma freada brusca.
-- Vou lá, faço o churrasquinho e ainda pego umas ____________.
-- Você gosta de _____________?, insistiu.
E ele era o corpo do Jabba The Hutt e mais um bigode nietzscheano.
-- Gosto delas na brasa, disse, depois de consultar o meu relógio.
-- Rá, eu não: faço elas ficarem em brasa.
Depois perguntou se "chupá-las" me atraía. Cunnilingus, quando não queima a língua, é muito agradável, respondi, com uma impostação hierática.
-- Ah, você tem nojo! Você tem nojo! Você tem nojo! Rárárá, TEM NOJO!!, berrando pela janela do táxi, 100 km/h pela Barata Ribeiro, avançando sinais e buzinando para um engarrafamento imaginário durante a madrugada.
Postado por Marcelo Rota em agosto 18, 2005 2:47 AM