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janeiro 31, 2005

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Gosto de ler sinopses. Já parou para pensar? Eu não, gosto de pensar andando, mas você já parou pra pensar que são raras as sinopses piores do que os livros que representam? Esta aqui é de "Liubov" (Love), de Neverov:

Uma flor declara seu amor por uma borboleta mas é rejeitada.

Neverov está entre estes artistas destinados a produzirem obras ruins e que, entretanto, geram sinopses geniais. Outra dele, de "Zhuk, Poluchivshii Svobody" (Um Inseto a Conquistar sua Liberdade):

Mulher entediada aproxima dedo da formiga que passeia pela mesa, mas, milímetros antes do esmagamento, o inseto grita com a voz do seu marido morto. Passam a noite conversando e, quando amanhece, ela o mata com a ponta do lápis.

Para terminar, "Schastye" (Felicidade):

Homem tenta encontrar felicidade em bens materiais: um porco, um gramofone e, depois, uma cama. Mas tudo o decepciona e, no final, ele morre - abandonado pelo porco, a cama com percevejos e o gramofone a tocar Kalinka, Kalinka, Kalinka, Kalinka, Kalinka...

Postado por Marcelo Rota em janeiro 31, 2005 3:05 AM

Comentários

Mas vc JURA que as obras são ruins? Mesmo com essas sinopses tão interessantíssimas? O_o

Postado por: Eu, eu mesma e a Rê em fevereiro 7, 2005 5:26 PM

Cruzes, era pra sair só "interessantíssimas" ou pelo menos "tão interessantes"... emendei um no outro sem querer e deu esse coiso estronho aí em cima. Aff.

Postado por: Eu, eu mesma e a Rê em fevereiro 7, 2005 5:27 PM

Oi, vocês três.

Juro não.

Postado por: Marcelo Rota em fevereiro 7, 2005 6:06 PM

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