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dezembro 8, 2004

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Devo a minha tristeza à faxineira que trabalhava na casa de mamãe quando eu era criança. Amargurada, azeda, velha, acre, ácida, água sanitária, veja multi-uso, vassoura piaçaba, cara ocre, olhar túrgido, varria, varria e resmungava

tudo é pó

E ela dizia isto literalmente. Pó, partículas de sujeira, poeira mesmo, sem aludir à desintegração post-mortem do seu corpo. Pessimistas fajutos é que se preocupam com o pó futuro.

Postado por Marcelo Rota em dezembro 8, 2004 2:54 PM

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