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novembro 25, 2004
COF COF

Dormi menos do que o exigido. Bocejo.
Ah, sim: um casal. Brigaram e agora não sabem o que fazer. "And what about my needs?", disse ela.
Nunca,
JAMAIS
enfatize com itálicos da voz o pronome possessivo da primeira pessoa do discurso. Ele já é naturalmente italicizado. Fazê-lo é pleonástico e egoísta. E ridículo, além do mais. Tá bom?
(Isto tudo foi ele quem disse, só para irritá-la.)
***
Bocejo.
Postado por Marcelo Rota em novembro 25, 2004 10:14 AM
Comentários
Mas o itálico no caso enfatiza você e não eu. Certamente deve funcionar como estratagema para irritação, já que acusar da mesma coisa que se é acusado faz algumas gentes subirem as paredes. ;)
Postado por: Jules, com frio apesar do sol em novembro 25, 2004 10:34 AM
Quando à mesa é posta cá em casa ao fim do dia eu sempre convido do mesmo modo: "Passemos à mesa, senhora Pedra", com sublinhados da voz enfatizando o "senhora Pedra". Mas a técnica do itálicos minhas cordas vocais ainda não dominam.
Postado por: DPedra em novembro 25, 2004 11:41 AM
Tanto ainda por aprender... que preguiça. (momento mito fundador do brasil)
Postado por: DPedra em novembro 25, 2004 11:42 AM
É a tal da retroversão da culpa, Jules. "Projete logo sobre o outro os vícios que ele com justiça desejaria atribuir-lhe", recomendam os retóricos.
Tente o negrito do pastoreio, Dona Pedra (já que estamos falando de folclore brasileiro).
Postado por: Marcelo Rota em novembro 25, 2004 12:53 PM
Ah sim: o mais divertido é que sempre nos acusam de retroverter a culpa.
"EU!??", reage com escândalo, ficando os dez dedos no próprio tórax. "VOCÊ é quem agora esta retrovertendo a culpa ao me acusar de retrovertê-la!", complementa, agora já apontando.
"Não, é VOCÊ!"
"Sim, VOCÊ!", apontando de novo.
(Tudo isto supondo este casal absurdo, cujo rico vocabulário na hora da discussão inclui coisas como "retrovertendo a culpa" e brincadeirinhas linguísticas. Ho ho ho.)
Postado por: Marcelo Rota em novembro 25, 2004 1:06 PM
Lembrei do Monty Python:
M: Oh look, this isn't an argument.
A: Yes it is.
M: No it isn't. It's just contradiction.
A: No it isn't.
M: It is!
A: It is not.
M: Look, you just contradicted me.
A: I did not.
M: Oh you did!!
A: No, no, no.
M: You did just then.
A: Nonsense!
M: Oh, this is futile!
A: No it isn't.
M: I came here for a good argument.
A: No you didn't; no, you came here for an argument.
M: An argument isn't just contradiction.
A: It can be.
M: No it can't. An argument is a connected series of statements intended to establish a proposition.
A: No it isn't.
M: Yes it is! It's not just contradiction.
A: Look, if I argue with you, I must take up a contrary position.
M: Yes, but that's not just saying 'No it isn't.'
A: Yes it is!
M: No it isn't!
Postado por: Jules em novembro 25, 2004 1:45 PM
Exatamente.
Diálogos de Platão, brigas de casal, querelas judiciais, rinhas de galo, é tudo Argument Clinic.
Postado por: Marcelo Rota em novembro 25, 2004 2:24 PM
Oh no, they are not!
Postado por: Kleber em novembro 25, 2004 2:55 PM
Lemon curry?
Postado por: Marcelo Rota em novembro 25, 2004 2:58 PM
And now for something completely different...a girl with a clipboard up her nose.
Postado por: Mariana Cirne em novembro 25, 2004 5:21 PM