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outubro 21, 2004
SIDNA ALI
Começava assim:
"Deus diz:"
Ouviu isso e não pensou nada.
"Quem me procura, encontra."
Ah tá, pensou ironicamente, achei que só os agraciados encontrassem.
"Quem me encontra, conhece."
Dã.
"Quem me conhece, ama."
É o básico, é o básico. Continua.
"Quem me ama, é amado por mim."
Neste ponto já estava quase indo embora, entediado com a transitividade dos paralogismos misticuzinhos. Entretanto...
"Quem é amado por mim, é destruído."
Ô, aí ele gostou. Destruído? Realmente, de fato, já fora dilacerado tantas vezes por amores femininos. O de Deus então não deve ser coisa fácil. Faz todo o sentido. Quero que Deus me ame e me destrua, disse baixinho e foi embora, surpreso e feliz com o final.
Postado por Marcelo Rota em outubro 21, 2004 5:10 PM
Comentários
Surpreendente mesmo. O texto e o metatexto.
Postado por: Carol Nogueira em outubro 21, 2004 5:44 PM
Oi, Carol.
O texto é de Sidna Ali, místico muçulmano do IX.
Postado por: Marcelo Rota em outubro 21, 2004 5:58 PM
Muito bom, de fato, o texto. Por essas e por outras leio o BLOGAUTI. Porém um pouco negativa essa frase "Quero que Deus me ame e me destrua". Falta uma dose de bons sentimentos e alto astral nessa estória. Que tal trocá-la por "Quero que Deus deixe-me beijá-lo na boca" ou então "Quero que Deus deixe-me beijá-lo de língua"?
Postado por: DPedra em outubro 21, 2004 6:50 PM
É, acho que a dona Pedra sacou uma coisa interessante. Esse negócio de dizer "quero que deus me destrua" é meio gay.
"Vai, deus, me destrói, me destrói todinho!"
Postado por: Still Ill em outubro 21, 2004 7:13 PM
Dona Pedra... taí. Vou checar se aquela que contracena com o Bidu já fez reserva do copyright.
Postado por: DPedra em outubro 21, 2004 7:26 PM
Sempre achei que meu blog emitia feromônios. E que mesmo quando não falava de sexo, no fundo, mas não no meu próprio, eu falava.
Postado por: Marcelo Rota em outubro 21, 2004 7:30 PM