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outubro 11, 2004

PLEONASMO: NO FINAL DA HISTÓRIA MORRERAM TODOS

Enquanto eu assistia àquele filme maravilhoso, Il Gattopardo, e desejava morrer junto com uma época, sendo não um pioneiro, coisa mais ultrapassada, mas o último, enquanto isso algumas pessoas morriam.

Há gente que morre em massa, como as do acidente que ultimou dezessete romeiros. Outras, individualmente, com uma manchete só para elas. Morreu o filósofo Fulaninho. Morreu o ator Sicraninho.

Ah, mas eu quero mesmo é ser o Burt Lancaster e dançar a última valsa com a Claudia Cardinale. E, quando morrer, ninguém vai apor ao meu nome qualificativo idiota como "o eterno superhomem" ou "filósofo francês" e muito menos "sertanista".

MORRE, DESESPERADO DE SER ELE MESMO, COMO, ALIÁS, TODOS NÓS, diria o absurdo redador da primeira página em sua serpeante manchete , M. R., QUE QUERIA SER BURT LANCASTER E DANÇAR A ÚLTIMA MAZURCA COM CLAUDIA CARDINALE.

Postado por Marcelo Rota em outubro 11, 2004 7:41 AM

Comentários

Beleza, beleza, ó Marcelo.

Às vezes eu queria ser Marcello Mastroianni para entrar naquele carro em 8 e 1/2 e ouvir Claudia Cardinale falando baixinho. Oh, sim.

Postado por: Alexandre em outubro 11, 2004 6:17 PM

O Marcelo, Alexandre, talvez por ter um ´l´ a mais do que eu, era naquele filme um sultão e, no seu buliçoso harém, as mulheres que ultrapassavam certo limite de idade eram degredadas para o sótão. Era um delírio, alguém me avisa. Mas era um bom delírio cruel.

A Claudia, no outro filme, você viu como ela ri à mesa dos aristocratas depois de uma piada discretamente obscena do Alain Delon? LOL.

Postado por: Marcelo Rota em outubro 11, 2004 6:40 PM

Ah, vi. Caramba.

Postado por: Alexandre em outubro 18, 2004 7:51 AM

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