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julho 29, 2004
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O discurso de Ivan Petrovich Pavlov, em Estocolmo, a 12 de dezembro de 1904, para a ocasião do recebimento do Nobel de Medicina, é bonito. É, como diria o crítico babaca a descrever o quarto movimento da Nona de Beethoven, um hino de louvor à vida. Pois a melhor maneira de louvá-la é dirigindo os elogios ao cocô.
Não é por mero acaso que todos os fenômenos da vida humana são dominados pelo pão nosso de cada dia - o mais antigo elo de ligação de todas as coisas vivas, incluindo o homem, com a natureza circundante. O alimento, que acha seu caminho, no qual sofre certas modificações - dissocia-se, entra em novas combinações, e novamente se dissocia - corporifica o processo vital, em toda a plenitude, desde as propriedades físicas elementares do organismo, tais como a lei da gravidade, a inércia, etc., às mais altas manifestações da natureza humana. A verdadeira metafísica é a do cocô, conhecer o que acontece com o alimento, desde a fulgurante chegada até sua esplendorosa saída, deve ser o objeto da ciência do futuro. É na escatologia que encontraremos a arqué.
Postado por Marcelo Rota em julho 29, 2004 11:00 PM
Comentários
Mais materialismo que isso, só comendo pedra.
Postado por: Marcelo De Polli em julho 30, 2004 10:58 PM
Isso deu-me idéia para um post.
Postado por: Marcelo Rota em julho 30, 2004 11:38 PM