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julho 28, 2004
RESENHA
Estava pensando em escrever resenhas sobre livros que não li porque não gostei das resenhas elogiosas que li sobre eles. Vocês acham que seria muita canalhice? Que seria, eu sei, pergunto se seria muita. Adianto que, sendo ou não, não é desprovido de critérios científicos que me lanço na empresa, pois tenho esta tese, ainda a defender, que resenhas positivas ruins são o retrato da peça resenhada.
Postado por Marcelo Rota em julho 28, 2004 7:49 PM
Comentários
Me divirto mais com resenhas negativas sem fundamento.
Postado por: Olivia em julho 28, 2004 7:54 PM
Acho que é muita canalhice. Recomendo escrever, e logo.
Postado por: Marcelo De Polli em julho 28, 2004 8:01 PM
Olívia, sai da casa do Alexandre, anda.
Postado por: Marcelo De Polli em julho 28, 2004 8:02 PM
Ei, ei. Saí. Mas vou voltar, estão falando comigo!
(Olivia que morre de medo do De Polli porque ele é muito grande, fica parada na calçada.)
Postado por: Olivia em julho 28, 2004 8:09 PM
Vamos ver o que está acontecendo na casa do Marceli De Polli, então.
Postado por: Olivia em julho 28, 2004 8:11 PM
Opa, Marcelo. Pollo. Marceli de Pollo. Olha, inventei um nome novo.
Postado por: Olivia em julho 28, 2004 8:12 PM
Olá. Lindo blog. Simples e singelo. Abraços e uma excelente semana para você.
Postado por: Izabela em julho 29, 2004 11:17 AM
Marcelo,
Sugestão para facilitar sua vida: http://www.mundoperfeito.com.br (seção de geradores de texto, Críticas Literárias Polêmicas).
Veja só o que eu gerei (com mínimas modificações):
A flexibilidade do rabo da lagartixa na visão dos Wunders.
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Não foi má-vontade - peguei o livro com sagacidade. Juro que tentei conter meu transtorno obsessivo compulsivo. Mas logo nas primeiras páginas constatei que os patinetes desequilibrados dos Wunders jogavam a trama num clichê olavístico sem precedentes. Wunderblogs.com é tão atraente quanto um joelho de porco. A obra se vale da ingenuidade do leitor, que só consegue chegar ileso ao final da história se acreditar na inteligência de um molusco.
Mas vamos nos entreter numa análise detalhada: os personagens, por exemplo, parecem ter saído de um Dostoievski distorcido chegado a um sujeito psicótico-obtuso-narcisista. A história é, do começo ao fim, a flexibilidade do rabo da lagartixa - e o desfecho, até para os corações mais bondosos, não passa de merdinha. Mesmo quando remete a Aristóteles, o livro o faz de forma medíocre. Os Wunders fazem parecer que um Paulo Coelho escreve. E, ao mesmo tempo, faz Olavo de Carvalho rolar no túmulo.
Não há formas de ser condescendente: a pusilanimidade que a personagem principal exala deixa um perfume barato em todas as páginas assistindo um muro de obtusidade que macula de forma grotesca qualquer forma de literatura.
Conselho: se você encontrar Wunderblogs.com nas prateleiras, não hesite, fuja.
Não demora para eu conseguir um emprego como crítico cultural.
[]s
Postado por: Luciano L. Chaves em julho 29, 2004 2:33 PM
Luciano, é verdade, eu desisto do meu projeto.
Postado por: Marcelo Rota em julho 29, 2004 7:34 PM
Porque, além de tudo, fiquei gripado e, assim, projeto nenhum faz sentido. só bleargh, bleargh.
Postado por: Marcelo Rota em julho 29, 2004 7:37 PM
Eu só confio em resenhas do gênero "esse livro é bom pra caralho!" ditas por amigos.
Postado por: Marcelo Rota em julho 29, 2004 10:37 PM
M., essas são as resenhas que eu mais gosto. E confio.
Postado por: Clarice em julho 30, 2004 7:43 AM
Clarice, falar nisso, quer dizer, falar em você, adorei aquelas quadrinhas que o César fez pra você lá no orco. Sensacional.
Postado por: Marcelo Rota em julho 30, 2004 9:22 PM
Não é? Adorei também. Até guardei antes de sair de lá.
Postado por: Clarice em agosto 3, 2004 2:32 PM
Logo quando eu ia escrever um pra você, Clarice.
Postado por: Marcelo Rota em agosto 4, 2004 12:01 AM