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julho 24, 2004

ASLD

Sobre o sofá sob cobertas deitado a ouvir os caprichos de Paganini por Eliot Fisk, assim foi boa parte do dia. Já contei, mas repito, porque aprendi a me repetir com a música, e que sempre é possível fazê-lo uma oitava acima ou abaixo, alterando a dinâmica ou o tempo, etc. O que iria contar mesmo? Ah sim, que certa vez vi um maniflautista mendigo. Mendigo sabem o que é, mani- talvez alguns não, então para estes explico que é só a pessoa que consegue emitir sons de flauta com o uso das mãos. Viram, burraldos? Bastava ter quebrado a palavra e pimba.

Do Paganini diziam que ele havia firmado contrato cuja outra parte era o canhoto, apenas para tocar violino melhor do que todo mundo, pfui. Vi um filme ruim, acho que o nome é ´o violino vermelho´, no qual um sucedâneo do Paga, dandizinho, dandizinho, dá golpes de arco enquanto faz sexo com moça ruiva, mostrando coordenação motora demoníaca.

O mendigo que vi não havia feito pacto com, mas era o próprio. Ele tocava o vigésimo quarto capricho e me olhava com olhos vermelhos, daqueles de quando a foto fica ruim. É uma pena, realmente uma pena não se acreditar que existam almas, pois, então, só pude dar-lhe uma moedinha de cinco centavos.

Postado por Marcelo Rota em julho 24, 2004 11:50 AM

Comentários

Oi, Marcelo. O nome do filme ruim, definitivamente não deve ser O VIOLINO VERMELHO. A não ser que o azar tenha feito com que um filme maravilhoso como o canadense homônimo de 1998 - disponível apenas em vídeo no Brasil - tenha o mesmo título do filme que tiveste a má sorte de ver...

Postado por: Silvana em janeiro 26, 2006 1:56 PM

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