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junho 25, 2004
OSICRÃ ROMÃ
Assim como na dimensão estritamente biológica todos buscam o estado de satisfação, por exemplo, da fome, da libido, da excreção, do sono, etc, ele, na moral, busca o estado de amor. Não, não ´amor´, palavra constrangedora que me dá ânsias de escrevê-la ao contrário e com til: ´romã´, só para não ter de vômito ao dati dati lografá-la escorreitamente.
Não de ´amor´, mas de ´romance´, esta insatisfação satisfeita, esta [série de oximoros camonianos]. Ele não ama veridicamente. Apenas ama a sensação de estar apaixonado e vai substituindo um objeto por outro, arte que requer grande astúcia psicológica, posto que chama, ou melhor, posto que produzida artificialmente e o coração condena tudo o que não seja espontâneo. Mas o seu artifício é espontâneo, outro oximoro camoniano.
Ele não ama. Ele apaixona-se apenas pelo apaixonar-se dela por ele. Gosta de caminhar pelas ruas na ausência dela e sentir que ela gostaria de vê-lo agora. Então, o seu andar modifica-se imperceptivelmente, perceptível apenas para ele próprio. Sente-se meio gay. Corrige, de modo igualmente subliminar, as passadas. Pigarreia. Sorri de si para si: "Como ela gostaria de me ver agora, de estar comigo!"
Postado por Marcelo Rota em junho 25, 2004 8:30 AM | concupiscíveis
Comentários
OSICRÃ
Postado por: Antonio em junho 25, 2004 10:01 AM
Sr. Pellizzari, há muito não lhe via por aqui! Estava com saudades.
Postado por: Marcelo Rota em junho 25, 2004 10:57 AM
Narciso! :)
Postado por: Marcelo Rota em junho 25, 2004 11:05 AM
Ausente dos comentários, não da leitura dos blogauti dati dati. Avanti
Postado por: Antonio em junho 25, 2004 12:53 PM
Então permita que avise a todos que o título dos post foi trocado de ´romã´ para ´osicrã romã´ logo após a primeira intervenção do Sr. Pellizzari.
Postado por: Marcelo Rota em junho 25, 2004 1:20 PM
"I'm alone on thinking life's a phone call, here for just a while..."
Hm *pára de cantar e olha em volta* Ah! Lembrei onde eu estava. Oi, tudo bem?
Amor amor amor. Se voce repetir ela varias vezes, perde completamente o sentido. Tenta aí. Amor amor amor amor amor amor amor amor amor amor amor amor amor amor amor amor amor amor amor amor (afirmo, para surpresa de todos e tristeza da minha tendinite, que NAO usei crtl-c ctrl-v nesse momento de epifania) amor amor amor amor amor. Tá, chega. Nao faz mais sentido.
Bah, nunca fez.
Hora de nao digitar mais.
Postado por: Olivia em junho 26, 2004 12:44 AM
Agora entendo melhor a mão enfaixada que vi outro dia no seu blog. Olivia gosta de dati dati lografar.
Repare que qualquer palavra que seja repetida até a vertigem causa vômito e desmaio. O interruptor, ligado e desligado ad nauseam, queima a lâmpada. Dedos percutindo o teclado incessantemente, tendinite. Assim como idéias obsessivas fazem o psicótico.
Postado por: Marcelo Rota em junho 26, 2004 1:09 AM
Oh oh, tarde demais. Psicotico is already here, ma' friend.
Hm, deixa eu tomar meu leitinho.
Postado por: Olivia em junho 26, 2004 8:40 AM
O amor repetido ad nauseam não só perdeu o sentido como perdeu os sentidos, desmaiou e depois de vomitar enlouqueceu e virou ódio.
Postado por: Antonio em junho 26, 2004 11:47 AM
Não sei mais o que falar sobre ´romã´. Acho que vou ver um filme do Bergman: neles o amor sempre vira hematomas matrimoniais.
Postado por: Marcelo Rota em junho 26, 2004 1:01 PM